October 23, 2007 / 2:58 AM / 10 years ago

JURO-Mercado defensivo concentra negócios com projeções na BM&F

3 Min, DE LEITURA

Por Angela Bittencourt

SÃO PAULO, 11 de outubro (Reuters) - O mercado assumiu posição defensiva nesta quinta-feira, véspera de feriado nacional mas de expediente normal em Nova York, e concentrou fortemente os negócios com taxas de juros na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Desta vez, os contratos de depósito interfinanceiro (DI) preferidos foram os mais curtos, representados pelo DI dezembro de 2007 e janeiro de 2008.

O DI dezembro de 2007 vai embutir a mesma taxa Selic que será definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira que vem. Isso acontece porque não haverá reunião do Copom em novembro.

O mercado tratou, portanto, de fazer rolagem de posições de novembro para dezembro e apostar mais fichas no fechamento da Selic em 11,0 por cento no final de dezembro.

Os outros dois contratos que seguiram com liquidez elevada foram o DI janeiro de 2009 e DI janeiro de 2010.

O fechamento dos negócios mostrou tendência mista.

O DI dezembro de 2007 permaneceu em 10,05 por cento, o DI janeiro de 2008 também ficou estável em 10,05 por cento, o DI janeiro de 2009 subiu a 11,24 por cento e o DI janeiro de 2010 avançou a 10,27 por cento ao ano.

TÍTULOS PÚBLICOS

O Banco Central atuou nas pontas de compra e venda de dinheiro aos bancos.

O aperto do mercado com escassez de recursos para encarar pesado recolhimento de impostos previsto para o dia levou o BC a repassar 3,663 bilhões de reais às instituições.

Os recursos serão devolvidos ao BC na segunda-feira, após o feriadão, e remunerados a 11,30 por cento ao ano.

As duas operações subsequentes foram de recolhimento de moeda de alguns bancos que pretendiam se livrar de dinheiro excedente por tempo mais longo.

O BC enxugou 4,324 bilhões de reais, realizando operações de venda temporária de títulos de sua carteira e assumindo compromisso de recompra ao final de 5 e 7 meses.

Na operação de prazo mais curto, com vencimento em 10 de março, o BC recolheu 1,164 bilhão de reais. Na segunda operação compromissada, com vencimento em 12 de maio, o BC tomou 3,160 bilhões de reais do mercado financeiro.

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