Vale nega venda de madeira e demite culpados por multa do Ibama

quinta-feira, 10 de julho de 2008 17:27 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale negou nesta quinta-feira que esteja envolvida em venda ilegal de madeira no Pará, infração que desencadeou uma multa de mais de 5 milhões de reais pelo Ibama. A companhia vai tentar cancelar a cobrança junto ao órgão e provar que tudo não passou de um erro técnico, informou um executivo da Vale à Reuters.

"Vamos conversar com o Ibama e expor nossos pontos, mostrar que tudo não passou de um mal entendido e tentar resolver de forma consensual", disse o diretor de meio ambiente e sustentabilidade da Vale, Luiz Cláudio Castro.

A multa do Ibama foi dada porque a Vale teria vendido cerca de 9,5 mil metros cúbicos de madeira in natura e feito depósito ilegal de 612 metros cúbicos de madeira em tora, no município de Paragominas, sudeste do Pará.

A empresa não teria apresentado também o registro no Cadastro Técnico Federal (CTF) do Ibama, o que custou mais 9 mil reais em multas.

Segundo Castro, a acusação foi baseada em inventário feito pela Vale em 2005 sobre a área que seria desmatada para a extração de bauxita em Paragominas, mas que segundo ele foi superavaliada pelos técnicos da companhia.

Sem citar nomes, Castro informou que os empregados envolvidos no erro, inclusive um gerente, foram demitidos da empresa.

"A gente previa nesse inventário que íamos ter que retirar dessa área 11 mil metros cúbicos de madeira, só que deu 2,7 mil, o Ibama chegou e perguntou, cadê o resto da madeira? não tem...então houve suposição de que a Vale estaria envolvida na venda da madeira, o que é um absurdo", explicou o executivo.

A Vale irá agora contratar uma empresa independente para rever os inventários já realizados na região e enviar para os órgãos ambientais.

(Reportagem de Denise Luna)