Gestor do fundo BlackRock ainda vê força em ações brasileiras

quarta-feira, 10 de outubro de 2007 13:43 BRT
 

Por Herbert Lash

NOVA YORK, 10 de outubro (Reuters) - A sequência de cinco anos positivos nos portfólios de ações da América Lainta, que proporcionou um expressivo retorno de 55 por cento ao ano, não acabou, ainda que a velocidade dos ganhos possa diminuir, avaliou o gestor de um dos maiores fundos dedicados à região.

Will Landers, gestor de portfólio do BlackRock, tem privilegiado Brasil --que, segundo ele, está sendo negociado 11 vezes acima do lucro esperado para 2008-- em detrimento do México, que diz ser negociado 15,2 vezes o lucro esperado para o ano que vem.

O Brasil representa dois terços da carteira de Landers, enquanto México um quarto. Ele administra cerca de 7,7 bilhões de dólares em ações latino-americanas.

O índice MSCI EM Latin America coloca o Brasil, afirmou o gestor, com aproximadamente 57 por cento de participação, e o México com 27 por cento. Há cinco anos, essas proporções eram praticamente inversas.

O retorno em dólares do índice MSCI EM Latin America .MILA000000PUS, incluindo dividendos reinvestidos após tributos, é de quase 55 por cento nos cinco anos até 30 de setembro.

Sem contar com Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e Vale do Rio Doce (VALE5.SA: Cotações), as companhias brasileiras estão sendo negociadas cerca de 13,5 vezes acima dos lucros de 2008, disse Landers.

Com a queda dos juros no Brasil, consumo é uma boa aposta, comentou o gestor. Um grande nome é a siderúrgica Usiminas (USIM5.SA: Cotações), cujas vendas domésticas são muito bem protegidas da competição internacional por conta dos custos de transporte. A companhia também é a única produtora de chapas pesadas de margem alta no Brasil, disse Landers.

O gestor também elogiou a Vale, que viu seus papéis negociados em Nova York dobrarem desde as mínimas registradas em agosto. A mineradora é negociada a múltiplos menores do que a Rio Tinto (RIO.AX: Cotações) (RIO.L: Cotações), que está exposta a flutuações de metais como o cobre. Os preços do minério de ferro, explorados pela Vale, são definidos em contratos anuais.   Continuação...