BOLSA EUROPA-Índices recuam pela 5a vez, pressionados por bancos

terça-feira, 10 de junho de 2008 08:46 BRT
 

Por Patrizia Kokot

LONDRES, 10 de junho (Reuters) - As principais bolsas européias reduziam perdas de início da sessão desta terça-feira, com os mercados pressionados por comentários do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, que emitiu na véspera alerta de inflação que abateu as expectativas de novo corte na taxa básica de juros dos Estados Unidos.

Os bancos, que tendem a sofrer com políticas monetárias apertadas, se recuperavam de baixas iniciais, com UBS UBSN.VX e BNP Partibas (BNPP.PA: Cotações) ganhando cerca de 1 por cento. Mas o Royal Bank of Scotland (RBS.L: Cotações) recuava 0,4 por cento.

Às 8h39 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 .FTEU3 tinha desvalorização de 0,56 por cento, para 1.272 pontos, depois de recuar 1,3 por cento mais cedo, para o pior nível desde início de abril.

"Por enquanto o mercado de capitais é um ambiente muito hostil, a inflação precisa ser combatida", afirmou Heino Ruland, estrategista no FrankfurtFinanz.

"Os bancos centrais estão claramente preparados, pelo menos no discurso de combate à inflação, mas temos visto pouca ação. Acredito que o potencial do Fed para agir é um pouco limitado considerando a taxa de desemprego vista na sexta-feira, assim presumo que Bernanke está tentando falar do dólar em vez de realmente atuar."

Os mercados europeus perderam cerca de 8 por cento desde que atingiram sua maior alta em quatro meses no final de maio à medida em que bancos centrais do mundo manifestaram receios sobre inflação devido às espirais de custos maiores de energia e alimentos.

Na semana passada, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, sugeriu que o BCE pode elevar a taxas de juros no mês que vem, fazendo com que o euro se valorizasse frente ao dólar e repercutindo no pior desempenho do FTSEurofirst 300 desde meados de janeiro.

Bernanke sinalizou na segunda-feira, após fechamento dos mercados, que o Fed pode agir para resistir à crescente inflação, à medida em que o custo de energia sobe.   Continuação...