Com expansão em 2008 garantida, empresários temem 2009

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 16:58 BRT
 

Por Vanessa Stelzer

SÃO PAULO (Reuters) - Empresários da indústria brasileira acreditam que o desempenho da economia no segundo trimestre reforça a visão de que o crescimento ainda será forte neste ano, até acima do esperado anteriormente, mas esperam uma desaceleração em 2009 por conta do aumento do juro e da conjuntura internacional adversa.

Eles ressaltaram a importância do controle da inflação, mas enfatizaram a necessidade de outras políticas além do aperto monetário.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,6 por cento no segundo trimestre sobre o primeiro e 6,1 por cento ante igual período de 2007.

Representante de um dos setores que vem animando o crescimento do país, Cledorvino Belini, presidente da Fiat no Brasil, disse que o ritmo forte deve continuar nos próximos meses.

"A nossa preocupação é sempre o ano seguinte, com o aumento dos juros", disse após encontro de empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta quarta-feira.

"Não esperamos uma grande desaceleração do crescimento (em 2009), só não vemos um crescimento tão acentuado como o que será este ano. Sabemos das dificuldades da conjuntura, como a de controlar a inflação."

Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o PIB do segundo trimestre chancela uma elevação recente das previsões da entidade para o crescimento neste ano --que passou de 4,8 para 5,4 por cento, a mesma taxa registrada em 2007.

Marcelo Odebrechet, presidente da construtora Odebrechet, também um dos setores com forte influência no PIB no segundo trimestre, ressaltou que o "Brasil tem expectativa muito grande de crescimento", mas precisa melhorar o perfil da expansão, tendo como foco os obstáculos de infra-estrutura e educação.   Continuação...