Com inflação, Lula lamenta que fim da CPMF não alterou preços

terça-feira, 10 de junho de 2008 13:24 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Com a alta da inflação, o presidente Lula voltou a reclamar da ausência da CPMF para investimentos na área de saúde e disse que não houve redução dos preços dos produtos, apesar do fim da contribuição.

"Nós agora vamos ter de encontrar outro dinheiro para fazer o PAC da saúde, que é uma revolução da saúde", disse Lula durante cerimônia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O presidente criticou os senadores que, em dezembro do ano passado, encerraram a arrecadação da CPMF com o argumento de que haveria redução da carga tributária. Segundo o presidente, isso não aconteceu.

"Até agora, não vi um único produto que reduziu 0,38 por cento no custo", completou o presidente, que se diz otimista em relação à obtenção dos recursos necessários para realizar o Programa de Aceleração do Crescimento do setor de saúde.

As declarações foram dadas durante uma cerimônia que homenageou as personalidades que mais se destacaram no setor de saúde. O cardiologista Roberto Kalil Filho e o empresário Antônio Ermírio de Moraes ganharam a medalha do mérito Oswaldo Cruz. Kalil é médico particular do presidente Lula e do governador de São Paulo, José Serra. Já Antônio Ermírio é presidente do Hospital Beneficência Portuguesa, para o qual ajuda a arrecadar fundos.

Para Serra, tratava-se de uma cerimônia "heterodoxa", já que Kalil não é um médico em final de carreira e Antônio Ermírio não é um empresário do setor de saúde. (Reportagem de Carmem Munari)