Em desvantagem, Marta recebe reforço de Lula e ministros

sexta-feira, 10 de outubro de 2008 07:21 BRT
 

Por Carmen Munari

SÃO PAULO, 10 de outubro (Reuters) - No dia em que foi divulgada pesquisa mostrando que Marta Suplicy (PT) está 17 pontos atrás de Gilberto Kassab (DEM) na disputa pelo segundo turno da eleição para a prefeitura de São Paulo, dez ministros foram à capital paulista declarar apoio à candidata petista. E nesta sexta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá encontro com Marta, a pouco mais de 15 dias das eleições.

O desembarque do primeiro escalão do governo aconteceu na noite de quinta-feira e ainda foi reforçado pela presença de aliados de peso, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Segundo o instituto Datafolha, Marta tem 37 por cento das intenções de voto enquanto seu opositor, o prefeito Kassab, tem 54 por cento.

Nesta sexta, o presidente Lula se juntará a Marta em um encontro com líderes evangélicos no Hotel Hilton. Será o primeiro reforço de Lula no segundo turno da campanha.

"Vitória só se conquista no último voto. Há exemplos terríveis na história quando pessoas subestimam o povo e sentam na cadeira antes da hora necessária, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a jornalistas em referência à vantagem de Kassab.

Primeira a discursar no evento de apoio a Marta, Dilma abriu seu discurso falando que muitos utilizam pesquisas para "subir no salto alto", o que seria "prova de elitismo, soberba e descompromisso com a democracia".

Dilma admitiu que os desafios de Marta são grandes e reforçou a vantagem da ligação da petista com o governo Lula. A ministra lembrou que Marta, no final de seu mandato como prefeita de São Paulo (2001-2004), conviveu com a adversidade econômica dos primeiros dois anos do mandato de Lula, o que não se repetiria agora.

"Se ela era ótima prefeita com os seus próprios recursos, imagina agora que conta com recursos federais. É isso que é preciso explicar na campanha", afirmou Dilma.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, buscou minimizar o impacto da primeira pesquisa de intenção de votos do segundo turno comentando que qualquer obstáculo em início de campanha é desafio.   Continuação...