June 10, 2008 / 6:21 PM / 9 years ago

McCain e Obama evidenciam diferenças sobre política fiscal

4 Min, DE LEITURA

Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - Os candidatos à Presidência dos EUA John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata) realçaram na terça-feira suas diferenças sobre a futura política fiscal do país -- o primeiro prometeu conceder isenções às empresas, ao passo que o segundo disse que aumentaria os impostos cobrados de muitas delas.

Em um discurso proferido em Washington, McCain acusou Obama de tentar realizar o maior aumento de impostos desde a Segunda Guerra Mundial.

Já Obama, em uma entrevista concedida a um canal de TV, disse que aumentaria os tributos cobrados dos mais ricos e dos que lucram com ações nas bolsas a fim de conceder um desconto fiscal de 1.000 dólares aos membros da classe média.

"Independente de quem de nós vença em novembro, haverá uma mudança em Washington. A questão é saber que tipo de mudança será essa", disse McCain durante uma conferência de pequenos empresários.

Ao canal CNBC, Obama prometeu elevar os impostos cobrados dos norte-americanos que ganham a partir de 250 mil dólares por ano e aumentar os tributos incidentes sobre os ganhos de capital para os que faturam alto ao mesmo tempo em que isentaria os pequenos investidores.

Segundo o democrata, a economia dos EUA encontra-se "desequilibrada há muito tempo."

"De forma que acredito ser justificável o princípio de cobrar mais impostos dos norte-americanos que ganham mais, como é o meu caso, e dar algum respiro para os que não se beneficiaram tanto da nova economia global", disse.

Obama, 46, afirmou, no entanto, que os aumentos citados dependeriam da situação econômica que herdar do atual presidente dos EUA, George W. Bush, caso de fato vença a eleição de novembro.

"Possivelmente poderíamos adiar alguns deles", disse. "Mas acredito ser importante o princípio básico de retomar a justiça em nossa economia e encorajar o crescimento econômico dos de baixo."

As diferenças de opinião sobre como recuperar a fragilizada economia norte-americana, que se depara atualmente com taxas de desemprego cada vez maiores, preços recorde da gasolina e uma persistente crise no setor imobiliário, representam um ponto importante no debate travado entre os dois candidatos em meio à corrida presidencial.

Obama e outros democratas acreditam que a situação atual da economia dos EUA convencerá muitos norte-americanos a votarem nele em novembro. McCain deseja travar a batalha eleitoral centrado em questões de segurança nacional, assunto que considera ser seu forte.

O republicano, 71, prometeu manter as isenções fiscais concedidas por Bush, diminuir as alíquotas do imposto cobrado das empresas de 35 para 25 por cento e permitir ao setor empresarial registrar como gasto a aquisição de novos equipamentos e tecnologia em seu primeiro ano.

O candidato não deseja alterar os impostos cobrados sobre os ganhos de capital, mas quer dobrar a isenção para crianças e cancelar paulatinamente a "taxa mínima alternativa", o que, segundo McCain, pouparia até 2.000 dólares por ano no caso de 25 milhões de famílias da classe média.

McCain afirma que poderia pagar essas medidas diminuindo o que considera serem os gastos supérfluos do governo federal. Os democratas argumentam que não seria possível cortar gastos em um volume suficiente para pagar pelas isenções fiscais prometidas por McCain.

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