Aécio prevê união entre PSDB e PMDB em 2010

quinta-feira, 10 de abril de 2008 16:25 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, previu nesta quinta-feira uma aproximação entre seu partido, o PSDB, e o PMDB nas eleições presidenciais de 2010. Potencial nome para disputar a Presidência, Aécio vem sendo assediado pelo PMDB para ser o candidato da legenda.

"Eu, sinceramente, acredito que sim (na aliança entre PSDB e PMDB). Eu acredito na convergência nesse momento de enfrentamento dos nossos problemas e solução das nossas dificuldades", disse Aécio a jornalistas em visita a Goiânia, de acordo com declarações repassadas por sua assessoria. O governador, que disse não cogitar mudança de legenda, teve encontro com a cúpula peemedebista na quarta-feira à noite em Brasília. No início do mês, teve encontro reservado com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer.

"Hoje sou muito querido no PSDB, mas eu, quando tento alcançar com as vistas o nosso futuro, eu vejo sim uma presença do PSDB próxima do PMDB e de vários outros aliados", afirmou.

Aécio costura em Belo Horizonte uma aliança do PSDB com o PT em que as duas legendas devem apoiar um candidato do PSB para a eleição municipal de outubro. As negociações, no entanto, descontentaram o PMDB, que agora pode ser chamado a se juntar ao grupo.

Nesta quinta-feira, Aécio convidou o vice-presidente da República José Alencar (PRB) a participar das conversas. "Eu farei todos os gestos que puder fazer para ampliar ao máximo essa aliança", afirmou Aécio ao deixar o Palácio do Planalto.

TERCEIRO MANDATO

Aécio declarou ainda que não acredita na intenção de o presidente Luiz Inácio da Silva concorrer a um terceiro mandato.

"Eu defendo o respeito à Constituição e não acredito que o presidente Lula embarcaria numa aventura como essa. Não acredito que ele queira macular sua trajetória", afirmou.

O governador rechaçou também a proposta de um deputado petista que prevê a ampliação do mandato presidencial de quatro para cinco anos, sem direito a reeleição. "Em tese pode ser até uma boa discussão, mas nesse momento não é adequada, porque vem contaminada por essa exploração, por essa suspeição de que no seu bojo pode estar incorporada mais uma eleição do atual presidente da República." (Texto de Carmen Munari)