Polícia contém manifestantes no leilão do rio Madeira

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 11:03 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Após a desocupação de manifestantes da sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, chegou ao local da realização do leilão da hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira (RO), que ainda não havia começado.

A organização Amigos da Terra, que havia pedido liminar para impedir o leilão da usina de 3.150 megawatts (MW), não teve sucesso, segundo o assessor de imprensa. A ação civil pública foi encaminhada pelo juiz da 4a Vara da Justiça Federal de Brasília para Rondônia.

A operação policial para conter os manifestantes contou com 250 homens e resultou em sete detidos, considerados líderes de movimentos populares que se reuniram por volta das 5 horas da manhã na entrada da Aneel, barrando o ingresso de participantes do leilão no prédio principal.

As informações são do tenente-coronel Carlos Alberto Teixeira Pinto, que coordenou a operação.

Houve alguma violência física, mas não tiros. O tenente-coronel informou que dois policiais ficaram levemente feridos e o frei Gilvander Luis Moreira, da Comissão Pastoral da Terra, de Belo Horizonte, disse que um manifestante foi agredido.

O leilão, que será realizado eletronicamente, estava marcado para as 10 horas. Representantes dos três consórcios participantes compareceram no horário esperado e foram isolados em um edifício vizinho à sede da Aneel, que tinha proteção de seguranças privados.

Os manifestantes denunciavam a construção da usina do Madeira e a transposição do rio São Francisco como prejudiciais ao meio ambiente e à população das regiões Norte e Nordeste.

(Por Renata de Freitas; edição de Denise Luna)