Presidente da Funai negociará libertação de reféns em Rondônia

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 14:38 BRST
 

Por Fernanda Ezabella

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Funai, Márcio Meira, atendendo a apelos de índios cintas-largas que mantêm cinco reféns na reserva Roosevelt, chegou na tarde de segunda-feira a Ji-Paraná, em Rondônia, para negociar a libertação das pessoas sequestradas, incluindo um representante do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU.

"Vou fazer as negociações diretamente com as lideranças indígenas e saber quais são as exigências", disse Márcio Meira, de acordo com sua assessoria de imprensa.

Os cinco reféns -- dois funcionários da Funai, o integrante da Organização das Nações Unidas (ONU), um procurador da República e sua mulher -- estão sendo bem tratados na aldeia Roosevelt, que fica na reserva de mesmo nome, segundo a assessoria da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Entre as exigências dos índios, que mantêm o grupo refém desde sábado, está a retirada da Polícia Federal das barreiras de acesso às aldeias, "para que se garanta o direito de ir e vir dos índios", segundo a carta de exigência dos cintas-largas.

Antes de ir para Cacoal, local mais próximo da reserva para negociar com as lideranças indígenas, Meira terá uma reunião com autoridades da entidade e da Polícia Federal em Ji-Paraná, segunda maior cidade do Estado.

O delegado Rodrigo Carvalho, da base da Polícia Federal na cidade de Pimenta Bueno, na região da reserva, afirmou por telefone que "o clima está tranquilo, ninguém está sofrendo constrangimento pelo sequestro".

"Mas eles exigem a presença do presidente da Funai para começar as negociações", disse Carvalho.

Os índios sequestraram no sábado o representante da ONU, David Martins Castro, o procurador da República em Rondônia, Reginaldo Pereira da Trindade, sua mulher, o administrador regional da Funai e o motorista da entidade.   Continuação...