10 de Outubro de 2008 / às 21:28 / 9 anos atrás

BOLSA EUA-Dow e S&P fecham em queda após muita volatilidade

(Texto atualizado com mais informações e comentários de analista)

Por Kristina Cooke

NOVA YORK, 10 de outubro (Reuters) - Os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 caíram pelo oitavo dia nesta sexta-feira, depois que uma recuperação no final do dia foi interrompida. O S&P teve a pior semana da história, diante de mais ansiedade sobre a condição dos mercados de crédito e da ameaça de recessão global.

O índice Dow Jones .DJI recuou 1,49 por cento, a 8.451 pontos. O índice S&P 500 .SPX teve desvalorização de 1,18 por cento, a 899 pontos.

O termômetro de tecnologia Nasdaq .IXIC, entretanto, teve variação positiva de 0,27 por cento, a 1.649 pontos.

Na semana, tanto o Dow quanto o S&P 500 acumularam queda em torno de 18 por cento, enquanto o Nasdaq perdeu 15,3 por cento.

Mesmo em um mercado que tem sido marcado recentemente pela volatilidade, os movimentos desta sexta-feira foram excepcionais. O Dow recuou e avançou dentro de uma faixa de variação de mil pontos e uma recuperação no últimos minutos ajudou o Nasdaq a registrar a primeira alta do mês. O volume de negociações na bolsa de balores de Nova York foi mais de duas vezes o volume médio deste ano.

Mas apostas de que os líderes financeiros das principais economias do mundo irão atuar durante o final de semana não foram suficientes para tirar o Dow e S&P 500 do território vermelho. Líderes financeiros das nações mais ricas do mundo sinalizaram uma resposta coordenada para combater a crise de crédito, mas não apoiaram o plano britânico de garantir os empréstimos interbancários.

As ações do Morgan Stanley (MS.N) e do Goldman Sachs (GS.N) despencaram após a agência de avaliação de crédito Moody's afirmar que pode cortar os seus ratings, revivendo as preocupações sobre a viabilidade de seus modelos bancários.

Companhias energéticas pesaram sobre o mercado à medida que os preços do petróleo caíram 10 por cento para o menor nível em 13 meses abaixo de 78 dólares por barril com temores de que uma fraca economia global derrube a demanda por petróleo.

"Diversas pessoas olham para estas vendas incríveis e acreditam que estamos chegando a um fundo, particularmente quando temos todo esse desânimo, capitulação e desespero total. Mas então... as pessoas continuam assustadas e vendendo", afirmou Brian Gendreau, estrategista de investimentos da ING Investment Management Americas.

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