BOVESPA-Índice tem 3a queda, puxada por Vale e Petrobras

terça-feira, 10 de junho de 2008 12:06 BRT
 

SÃO PAULO, 10 de junho (Reuters) - Novamente puxada pelas ações mais importantes do mercado doméstico, a Bolsa de Valores de São Paulo rumava para a terceira queda seguida.

Às 12h05, o Ibovespa .BVSP registrava queda de 1,98 por cento, aos 67.908 pontos. O índice não fecha abaixo de 69 mil pontos desde 30 de abril. O giro financeiro era de 2,1 bilhões de reais.

O movimento era puxado pelos papéis da Vale, que caíam forte após a mineradora ter anunciado que pretende fazer uma oferta pública de venda de ações ordinárias de preferenciais no valor de 15 bilhões de dólares.

As ações preferenciais da empresa (VALE5.SA: Cotações) tinham queda de 3,65 por cento, a 48,91 reais, enquanto as ordinárias VALE3.SA recuavam 2,18 por cento, cotadas a 58,40 reais.

Para analistas, o anúncio reforça os rumores que circulavam pelo mercado de que a companhia deve anunciar em breve a compra de uma grande empresa de mineração.

"Como não sabemos quem a empresa está paquerando, os negócios com os papéis da companhia devem ter grande volatilidade no curto prazo", disse Antonio Ruiz, analista de mineração do BB Banco de Investimentos.

Segundo profissionais, a divulgação do PIB brasileiro no primeiro trimestre, que apresentou crescimento de 0,7 por cento em relação ao último trimestre do ano passado, pouco abaixo da previsão média de 0,8 por cento dos economistas consultados pela Reuters, teve pouca repercussão nos negócios.

"O que está pegando é o cenário externo", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros, referindo-se a comentários feitos na segunda-feira pelo chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, reiterando as preocupações de que o aumento dos custos de energia provoquem uma escalada inflacionária nos Estados Unidos.

O mau humor internacional pesava sobre as ações de empresas dos setores de commodities, como as de petróleo e siderurgia. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) caíam 2,91 por cento, a 46,15 reais. Entre as faricantes de aço, a tendência era puxada pelas preferenciais da Usiminas USIM5.SA, com declínio de 2,32 por cento, a 84,10 reais.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Cláudia Pires)