10 de Setembro de 2008 / às 20:57 / 9 anos atrás

Caçadores de pechinchas ditam maior alta da Bovespa em 3 semanas

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Uma clareira aberta no meio da crise financeira dos Estados Unidos reabriu o apetite comprador dos investidores da Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou no maior alta em três semanas num pregão com vigoroso volume de negócios.

Depois de revezar alta e queda durante boa parte do dia, o Ibovespa finalizou com avanço de 2,47 por cento, aos 49.633 pontos. Isso, montado num giro financeiro de 6,24 bilhões, o maior numa sessão regular desde 30 de julho.

A exemplo das últimas sessões, o comportamento dos preços das commodities e o noticiário sobre a crise de crédito norte-americana deram rumo aos negócios.

O índice Dow Jones subiu apenas 0,34 por cento, com a recuperação filtrada por resistentes temores de insolvência do Lehman Brothers. No setor de commodities, o barril de petróleo teve leve queda, cotado abaixo dos 103 dólares.

Desta vez, porém, o vaivém de Wall Street e das matérias-primas não conseguiu contaminar as transações domésticas com a mesma intensidade.

Depois de o Ibovespa ter cruzado a barreira de 20 por cento de queda acumulada em 2008 na terça-feira, grandes investidores voltaram com força à ponta compradora, especialmente das ações ligadas a commodities.

"As ações estavam muito massacradas", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros.

Isso, mesmo num dia de novas ordens pesadas de vendas contra pesos-pesados da Bovespa, como Petrobras, com o objetivo de limitar perdas. Assim mesmo, a ação preferencial da companhia subiu 1,16 por cento, para 28,68 reais.

Mas o grande destaque do dia foi Vale, a que mais contribuiu para elevar o índice, ao dar um salto de 5,7 por cento, para 35,25 reais. Movimento patrocinado por uma recuperação internacional nos preços de metais, segundo operadores.

CONFIANÇA EMPRESARIAL

Presentes a uma reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários de algumas das companhias mais afetadas pela forte desvalorização na Bovespa manifestaram tranquilidade.

"As ações estão relativamente bem", afirmou Roger Agnelli, presidente da Vale.

"O ritmo dos investimentos continua... A queda da bolsa sempre influi alguma coisa na psicologia, mas a economia real está muito sólida", afirmou Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau.

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