10 de Março de 2008 / às 15:39 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Crédito interbancário sobe e BCs entram em alerta

(Texto reescrito com mais informações)

Por Mike Dolan

LONDRES, 10 de março (Reuters) - A última onda da crise global de crédito, que já dura sete meses, se intensificou na segunda-feira com uma nova alta das taxas interbancárias na Europa e na Ásia e os chefes dos principais bancos centrais afirmaram que estão em nível alto de alerta.

A decisão de sexta-feira do Federal Reserve de injetar 200 bilhões de dólares no sistema bancário dos Estados Unidos ajudou a diminuir a tensão na oferta de crédito em dólar, mas as taxas interbancárias em euro atingiram o maior nível em quase dois meses.

Em meio à alta das taxas em euro --terceira onda desde o final de agosto e um reflexo da menor disposição dos bancos em emprestar dinheiro uns para os outros--, a Libor de três meses EUR3MFSR= já saltou quase 0,2 ponto percentual neste mês.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, falando como chairman do Encontro sobre Economia Global, disse que os problemas significativos no mercado e a volatilidade persistem.

"A vigilância dos bancos centrais é muito importante, como sempre, mas claro que também é nestas circunstâncias", disse Trichet a jornalistas após encontro no Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). "Estamos em contato próximo", acrescentou.

A liquidez nos mercados de crédito e bônus --a capacidade de encontrar um preço negociável para os ativos-- está diminuindo e muitos fundos mútuos de bônus que enfrentam pesados resgates estão se resguardando com dinheiro por precaução, disseram analistas.

O racionamento de capital nos bancos --resultado de seis meses de baixas contábeis em hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos e ativos relacionados-- também afetou a disposição dos bancos para fornecer dinheiro aos hedge funds.

Isso, por sua vez, está disparando um ciclo de chamadas de margem e de venda forçada de ativos em muitos mercados, afirmaram analistas.

"A redução da alavancagem no sistema financeiro resultou em liquidações forçadas em um mercado sem oferta", disse Bernd Volk, analista de bônus do Deutsche Bank, em Frankfurt. "Muitas classes de ativos experimentaram movimentos dramáticos e extremos de preços."

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