23 de Outubro de 2007 / às 02:46 / 10 anos atrás

CCR e OHL caem mais de 5% um dia após leilão de estradas

SÃO PAULO, 10 de outubro (Reuters) - Um dia depois do leilão de concessões rodoviárias que licitou 2.600 quilômetros de rodovias federais, papéis do setor registravam forte queda na Bolsa de Valores de São Paulo nesta quarta-feira.

As ações da OHL Brasil OHLB3.SA caíam 7,50 por cento, para 33,30 reais no fim da manhã, com investidores citando incertezas acerca da forma como a empresa administrará o novo investimento. A companhia, subsidiária do grupo espanhol OHL (OHL.MC), levou cinco dos sete trechos ofertados no leilão.

“A queda...provavelmente é devido a incerteza em relação ao retorno das concessões, por conta da agressividade das ofertas da empresa”, disse a analista Jacqueline Lison da corretora Fator.

A analista disse ainda que o preço-alvo e a recomendação da OHL foram colocados em revisão até a divulgação de premissas de tráfego e investimentos.

O Citigroup também disse que aguarda novos anúncios da empresa para refazer suas projeções.

“A empresa terá que operar essas concessões com eficiência muito maior que o governo esperava para obter valor líquido presente positivo para esses projetos”, disse o analista Carlos Albano, do Citigroup.

Na Europa, entretanto, os papéis da OHL subiam cerca de 5 por cento, para perto de 31 euros.

“A notícia foi muito positiva para a OHL, pois supõe que ela mais que dobrará seu negócio no Brasil”, disse Gonzalo Moros, analista da Ahorro Corporación.

Outro analista do setor disse na Europa que o negócio no Brasil já ia bem e agora vai melhorar bastante.

A corretora Ativa disse que concessões obtidas pela OHL Brasil são positivas quanto ao crescimento, mas observa que esse crescimento “se dará com níveis de rentabilidade bem menores do que os observados no portfólio da empresa”.

As ações da rival CCR Rodovias CCRO3.SA, que não levou nenhum trecho, caíam 5,25 por cento, para 34,12 reais, e eram o quarto papel mais negociado do Ibovespa.

“A queda no preço das ações da CCR deve-se à expectativa que muitos investidores tinham de que a empresa venceria pelo menos um lote”, observou Jacqueline, da Fator.

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