Falta de apoio pode adiar novamente votação da CPMF

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 13:02 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Sem os votos necessários para a prorrogação da CPMF até 2011, a votação da proposta, prevista para terça-feira, pode ser adiada para o dia seguinte, sinalizou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

"Nós vamos conversar com todas as lideranças e, se for necessário adiar por conta de uma questão de força maior, nós vamos propor o adiamento. Temos instrumentos para adiar", disse Jucá a jornalistas no Congresso nesta segunda-feira.

Inicialmente a votação estava marcada para quinta-feira da semana passada.

Na reta final para a votação em primeiro turno da renovação do imposto do cheque até 2011, o governo encontra dificuldades para obter a adesão da totalidade dos senadores da base aliada, enquanto tenta convencer dissidentes da oposição.

Em princípio, são 53 os senadores governistas, mas com cerca de sete possíveis baixas e a impossibilidade de votar do presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), que só atua em caso de empate, o governo não obtém os 49 votos necessários.

Além de uma proposta de última hora aos tucanos, que deverá ser o aumento dos repasses da arrecadação da CPMF à saúde, os Democratas também estão no alvo.

Jucá também mostrou preocupação com o calendário da votação, que exige oito dias de prazo entre o primeiro e o segundo turnos aos quais a emenda deve ser submetida. Se não for renovada, a cobrança da CPMF termina no final deste mês.

"O calendário já está comprometido. Na verdade temos hoje uma dificuldade de prazo, mas não adianta colocar para votar sem ter o número. Estamos sempre no fio da navalha, entre o prazo e o número (de votos)", afirmou Jucá.

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem conversado diretamente com governadores e senadores para obter votos.

(Texto de Carmen Munari)