Mantega destaca reforma do FMI com mais voz a emergentes

sexta-feira, 11 de abril de 2008 16:21 BRT
 

Por Adriana Garcia

WASHINGTON (Reuters) - O recente ajuste do poder de voto no Fundo Monetário Internacional (FMI), que dá um pouco mais de voz a países emergentes, vai melhorar a estatura do organismo entre seus membros, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"Com essa modificação, os países emergentes e em desenvolvimento ganharão peso maior no Fundo", disse Mantega a jornalistas durante a reunião de primavera do FMI, enfatizando que se trata de um "passo importante".

O ministrou destacou que são os países emergentes que estão sustentando a economia global neste momento, já que as nações ricas estão sofrendo mais as consequências da crise de hipotecas de alto risco dos Estados Unidos (subprime).

A reforma nas cotas foi aprovada pelo conselho do FMI e deve ser votada até o final do mês. A mudança garante uma transferência de pode de voto de países industrializados para emergentes e em desenvolvimento de 2,7 pontos percentuais.

"O Brasil foi um dos beneficiados com o aumento de 40 por cento na cota efetiva. O poder de voto do país passa dos atuais 1,4 por cento para 1,7 por cento", lembrou o ministro em nota.

Países emergentes como Brasil, China e Índia também foram beneficiados pela adoção de uma nova fórmula que, entre outras coisas, aumenta o peso dado ao PIB na hora de definir as cotas para 50 por cento. "Hoje são os países emergentes que estão dando sustentabilidade à economia mundial", insistiu.

MAIS EFICIÊNCIA

Mantega indicou que a reforma, que será revista a cada cinco anos, precisa ir adiante para "consolidar e restabelecer" a confiança do FMI, de modo que possa responder de forma mais imediata em momentos de instabilidade financeira.   Continuação...