Governo almeja presença da Oi-Brasil Tel na América Latina

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 16:07 BRST
 

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O governo vê com simpatia a união do grupo Oi com a Brasil Telecom e espera que da operação surja uma empresa forte o suficiente para, no futuro, atuar em outros países da América Latina, afirmou à Reuters uma fonte próxima ao assunto.

Nos ministérios das Comunicações e da Casa Civil, o momento é de estudar a viabilidade técnica e jurídica do negócio, e também os riscos e oportunidades da operação para o país, afirmou a fonte.

A idéia do Palácio do Planalto é tornar a venda da Brasil Telecom possível do ponto de vista regulatório, com a imposição de salvaguardas que garantam "a preservação do interesse nacional", de acordo com a fonte. A principal seria uma cláusula que evitasse a venda subsequente da empresa combinada a um terceiro grupo.

A manutenção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no capital da nova companhia também é vista como "âncora" dessa estratégia, revelou a fonte.

A novela sobre a formação de uma grande operadora de telecomunicações com capital nacional, que competiria com Telefônica e Embratel, controladas por espanhóis e mexicanos, respectivamente, ganhou audiência esta semana.

A holding Telemar Participações informou que intensificou o diálogo para compra do controle da rival Brasil Telecom, mas que nenhum documento foi assinado.

A modelagem da operação e como ficaria a gestão da empresa ainda são desconhecidas. Não se sabe, por exemplo, se o valor supostamente proposto pelos controladores da Oi de 4,8 bilhões de reais para os donos da Brasil Telecom contempla as fatias da Previ e do BNDES no alvo de aquisição.

No âmbito regulatório, a compra da Brasil Telecom pela Oi exigiria uma alteração do Plano Geral de Outorgas, que proíbe que os mesmos acionistas controlem mais de uma concessionária, mudança que pode ser feita por meio de um decreto presidencial.   Continuação...