CSN eleva preços de laminados em até 13,5% a partir do dia 18

terça-feira, 11 de março de 2008 12:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vai aumentar os preços de todos os seus produtos de aço, a partir do dia 18 deste mês, para recompor custos crescentes com matérias-primas em meio a um ambiente de demanda aquecida.

A companhia aumentará o preço de laminados a quente em 13,5 por cento, laminados a frio em 8,5 por cento, laminados zincados em 3,5 por cento e folhas metálicas em 6 por cento. Além disso, entre maio e junho a empresa deve implantar aumento de 8,5 por cento no valor que cobra por bobinas a quente.

As ações da companhia operavam em alta de 2,6 por cento no início da tarde, enquanto o Ibovespa exibia valorização de 1,77 por cento.

"O mercado está firme em todos os segmentos (...) os reajustes valem para todos os produtos e mercados", disse o diretor comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, em teleconferência com jornalistas promovida um dia depois de a empresa ter divulgado lucro líquido de 2,9 bilhões de reais em 2007 ante 1,2 bilhão de reais em 2007.

Quando perguntado sobre se haverá mais espaço para outros reajustes no restante do ano, Martinez respondeu que a empresa está "acompanhando o mercado".

Para 2008, a CSN prevê vendas de aço entre 5,3 milhões e 5,4 milhões de toneladas, ante 5,38 milhões de toneladas em 2007.

O diretor financeiro da CSN, Otávio Lazcano, afirmou que o conselho de administração da companhia já autorizou aumento de capacidade de produção de até 9 milhões de toneladas por ano que seriam alocadas em duas novas unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro e que está negociando obtenção de licenças e acordos para a instalação das plantas.

"Nesse momento não estou preparado para fazer esse anúncio, mas a empresa vai investir sim montantes relevantes em aços planos", disse Lazcano. "Vamos sim produzir chapas grossas, trilhos e volumes adicionais de aços longos", acrescentou, evitando dar cronogramas para o início da produção das novas capacidades.

A eventual oferta pública de ações da mina de minério de ferro Casa de Pedra ainda está sob avaliação. "A gente vem estudando com muito cuidado, eventualmente alguma transação, não necessariamente pública, poderá ser realizada", disse Lazcano.

Em novembro, Lazcano havia informado que os estudos estavam em fase adiantada e que num futuro próximo eles seriam submetidos ao conselho de administração da empresa.

(Reportagem de Alberto Alerigi Jr.)