Executivo da operação móvel da Brasil Telecom vai para a OI

quarta-feira, 11 de junho de 2008 18:59 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Um email da Oi aos funcionários comunicou que, a partir de 1o de julho, o executivo Roberto Rittes passa a ser o diretor responsável pelas operações da Paggo, empresa de cartão de crédito e meios de pagamento da operadora de telefonia.

Rittes responde hoje pela diretoria de operação móvel e desenvolvimento de negócios da Brasil Telecom, companhia cujo controle a Oi tenta comprar, mas ainda depende de mudança nas atuais regras de telefonia do país.

De acordo com a assessoria de imprensa da Brasil Telecom, Rittes vai ser substituído por Luis Henrique Castro Lima, que ocupa a diretoria adjunta do mesmo departamento e está na companhia desde 2003.

Lima, antes de ocupar a diretoria adjunta da operação móvel, foi também diretor adjunto de desenvolvimento de negócios e gerente de análise de investimentos da companhia.

No início deste mês, foi a vez de Fábio Moser, que ocupava a vice-presidência de governança corporativa da Brasil Telecom, deixar a companhia, depois de receber um convite para assumir a diretoria de investimentos da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil --que é uma das acionistas da operadora de telefonia e onde Moser já havia trabalhado antes.

Suas atribuições na Brasil Telecom foram distribuídas para dois outros vice-presidentes da operadora, que passaram a acumular as funções, enquanto a vice-presidência de governança foi extinta.

Segundo a assessoria de imprensa da Brasil Telecom, não há relação entre as saídas de executivos e a negociação com a Oi. A empresa também salienta que todas as demais atividades operacionais da Brasil Telecom permanecem na liderança do vice-presidente de operações, Francisco Santiago, sem nenhuma mudança.

Os sócios da Oi e da Brasil Telecom assinaram um acordo de venda do controle em 25 de abril. A Oi se comprometeu a pagar 5,86 bilhões de reais pelo bloco de controle e espera fazer ofertas públicas pelos demais papéis da Brasil Telecom em circulação. A compra só se concretiza, entretanto, se o atual Plano Geral de Outorgas (PGO) for alterado, já que hoje ele impede que uma empresa detenha duas concessões públicas de telefonia, como será o caso.

(Reportagem de Taís Fuoco; Edição de Alexandre Caverni)