BOVESPA-Cenário internacional pesa e índice esboça 3a queda

segunda-feira, 11 de agosto de 2008 11:42 BRT
 

SÃO PAULO, 11 de agosto (Reuters) - A abertura negativa de Wall Street atropelou a recuperação esboçada pela Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda-feira.

Às 11h40, o Ibovespa .BVSP apontava queda de 0,92 por cento, a 56.066 pontos, agora trilhando a terceira sessão consecutiva no vermelho. O giro finaneiro na bolsa era de 891 milhões de reais.

"A Bovespa está refém do que acontece lá fora", afirmou Edson Junior Hydalgo, operador da corretora Cruzeiro do Sul.

Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones .DJI recuava 0,34 por cento, com os negócios refletindo a cautela dos investidores com os desdobramentos da crise entre Geórgia e Rússia.

O setor de mineração e siderurgia era o que mais pesava sobre o Ibovespa, apurando perdas na contramão do movimento registrado pelo setor na Europa. As ações preferenciais da Vale (VALE5.SA: Cotações), referência do segmento, caíam 2,35 por cento, valendo 35,35 reais.

As preferenciais da Gerdau (GGBR4.SA: Cotações) declinavam 3,7 por cento, a 29,31 reais.

As preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações), que chegaram a sustentar ganhos do Ibovespa, operavam perto da estabilidade, a 33,59 reais. A companhia divulga nesta segunda-feira, após o fechamento do pregão, os resultados do segundo trimestre.

Os números trimestrais eram os responsáveis pela maior queda do índice, as ordinárias da Light LIGT3.SA, cedendo 4,7 por cento, a 24,58 reais.

"O resultado foi positivo, refletindo as mudanças administrativas implementadas pela empresa com o plano de transformação", avaliou em relatório André Segadilha, analista da Prosper Corretora, que alertou, no entanto, para o aumento dos custos operacionais da companhia.

As preferenciais da TIM PArticipações TCSL4.SA engrossavam o movimento, perdendo 2,3 por cento, a 3,80 reais. Após a divulgação dos dados trimestrais das empresas de telefonia, o Morgan Stanley reiterou nesta segunda-feira, também em relatório, sua recomendação de "abaixo da média do mercado" para as ações da TIM.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)