CONSOLIDA-EUA mostram sinal de força com exportação e emprego

quinta-feira, 11 de outubro de 2007 13:05 BRT
 

Por Doug Palmer

WASHINGTON, 11 de outubro (Reuters) - A economia dos Estados Unidos mostrou sinais de força de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, que mostraram as exportações em patamar recorde e uma queda inesperada nos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada.

Os preços dos importados, porém, subiram um pouco mais que o previsto e mantiveram a ameaça de futuras pressões inflacionárias.

Os preços dos Treasuries ampliaram a queda, elevando o rendimento (yield), por esses sinais de que a atividade pode estar mais firme do que temiam alguns analistas

Mas outros indicadores divulgados nesta terça-feira contaram uma história diferente. Muitos dos varejistas norte-americanos, afetados pelo clima atipicamente quente, reportaram vendas fracas em setembro.

O déficit comercial dos EUA recuou mais que o esperado em agosto e ficou em 57,6 bilhões de dólares, mostrou um relatório do Departamento de Comércio. O desempenho foi influenciado pela queda do dólar e pelo crescimento econômico de outros países, que incentivaram as exportações.

"Se o dado de setembro vier parecido com o de agosto, o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre vai ganhar 1 ponto percentual de alta, ficando perto de 3 por cento", disse Keith Hembre, economista-chefe da FAF Advisors, em Minneapolis.

Analistas de Wall Street esperavam que o déficit em agosto ficasse em 59 bilhões de dólares, pouco abaixo do valor inicialmente informado de julho, de 59,25 bilhões de dólares. Após revisão, o resultado de julho ficou em 59 bilhões de dólares.

O déficit comercial poderia ter caído ainda mais não fosse os recordes atingidos pelo petróleo. Mas as exportações norte-americanas subiram para o sexto recorde seguido, de 138,3 bilhões de dólares, em agosto.   Continuação...