Mantega diz que Brasil sofre desaceleração moderada,sem recessão

sábado, 11 de outubro de 2008 22:02 BRT
 

WHASHINGTON, 11 de outubro (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse no sábado que a idéia de que as economias emergentes não seriam afetadas pela crise financeira global já foi abandonada, mas que no Brasil não existem problemas de insolvência em bancos, apesar de liquidez reduzida no sistema.

Após a reunião extraordinária do G20 para discutir a crise financeira global, em Washington, ele destacou que economia brasileira sofre desaceleração moderada, mas sem freio súbito ou recessão.

Mantega afirmou que os países do G20, grupo que congrega ministros e presidentes dos bancos centrais das 20 nações mais ricas do mundo, terão que se unir para lutar contra a crise, que, segundo o ministro, exige respostas imediatas.

Ele frisou que é necessário maior coordenação sobre a fuga de capitais dos países emergentes. Segundo o ministro, que mais cedo propôs mudança no G20, o grupo não está considerando todas as medidas para restringir a fuga de capitais e não estava estruturado para trabalhar em uma situação de crise.

Mantega afirmou que é cada vez mais crescente a visão do G7, que reúne as sete principais potências, de incluir os países em desenvolvimento no grupo.

Ele afirmou ainda que é importante a presença do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na próxima reunião do G20, em novembro, em São Paulo.

O G20, atualmente presidido pelo Brasil, divulgou comunicado neste sábado afirmando que existe determinação de um trabalho conjunto para superar "as turbulências financeiras e para melhorar a regulamentação, a supervisão e o funcionamento global dos mercados financeiros mundiais".

Segundo o documento, as implicações globais da crise reforçaram a necessidade de cooperação internacional, bem como a continuação das ações desenvolvidas em países onde for necessário.

Os países do grupo se comprometeram a utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para garantir a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros.