Obama diminui vantagem de Hillary entre superdelegados

sexta-feira, 11 de abril de 2008 08:42 BRT
 

Por John Whitesides

WASHINGTON (Reuters) - Barack Obama ganha terreno constantemente contra Hillary Clinton entre os superdelegados do Partido Democrata, praticamente anulando a vantagem da ex-primeira-dama na corrida pela indicação partidária para a eleição presidencial norte-americana.

Em um perigoso sinal para Hillary, Obama reduziu substancialmente nos últimos meses a vantagem dela entre os superdelegados, quase 800 autoridades e líderes do partido que têm liberdade para apoiar qualquer candidato.

"Obama conseguiu mais delegados, ele teve mais votos, ele arrecadou mais dinheiro e agora você vê o mesmo acontecendo com (o apoio dos) superdelegados", disse Simon Rosenberg, presidente do grupo democrata NDN.

Nem Obama nem Hillary devem conseguir o número de delegados necessários para garantir a indicação partidária, o que deve deixar a decisão para os superdelegados. O indicado do Partido Democrata enfrentará o republicano John McCain nas eleições de novembro.

Apesar do forte lobby feito por Hillary, a maioria dos superdelegados que decidiram sobre o apoio desde janeiro optaram por Obama, o que reduziu a vantagem da ex-primeira-dama de 100 para 30 superdelegados.

A contagem da MSNBC dá a Hillary 256 superdelegados contra os 225 de Obama, senador por Illinois que ganhou força no último mês com mais de 24 apoios de superdelegados contra alguns poucos conseguidos por Hillary, senadora por Nova York.

Obama tem sugerido que os superdelegados apoiem o candidato que conseguir mais delegados e maior número de votos nas prévias democratas. Ele tem vantagem de cerca de 130 delegados sobre Hillary e conseguiu 700 mil votos a mais que a ex-primeira-dama, excluindo-se as votações da Flórida e de Michigan, canceladas pela cúpula do Partido Democrata.

REUTERS ES

 
<p>O pr&eacute;-candidato democrata &agrave; Presid&ecirc;ncia dos EUA, senador Barack Obama, em evento de campanha em Gary, Indiana, 10 de abril de 2008. Photo by Frank Polich</p>