G7 revela perspectiva econômica mais desanimadora

sexta-feira, 11 de abril de 2008 19:47 BRT
 

Por David Lawder e Gernot Heller

WASHINGTON (Reuters) - Autoridades da área de finanças dos países mais ricos do mundo apresentaram uma avaliação mais pessimista sobre a economia global nesta sexta-feira, à medida que a persistente turbulência atinge os gastos e empréstimos, e prometeram ações para aumentar a supervisão do sistema bancário e mais cooperações.

Com sinais recentes de problemas nos Estados Unidos, onde a confiança do consumidor atingiu o menor nível desde 1982, os líderes do G7 reconheceram que a perspectiva de crescimento global corre riscos.

Os líderes de finanças do G7 também expressaram preocupação com os fortes movimentos das moedas desde a última reunião, em fevereiro.

"Continuamos otimistas com a resistência de longo prazo de nossas economias, mas as perspetivas econômicas de curto prazo se enfraqueceram", disseram os ministros de Finanças e autoridades dos bancos centrais das setes nações mais ricas do mundo.

As autoridades não declararam que a economia norte-americana está caminhando para uma recessão, e se espantaram com o forte corte da previsão de crescimento mundial feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Um estudo especial autorizado pelas nações do G7 apresentou uma avaliação detalhada das falhas bancárias e regulamentações que contribuíram para a turbulência do mercado que já dura oito meses. O relatório ofereceu várias recomendações sobre como melhorar a supervisão.

O G7 --formado por Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Japão-- afirmou que apóia fortemente o relatório do Fórum de Estabilidade Financeira, que inclui autoridades de bancos centrais e orgãos de regulamentação globais, após o fim da reunião que começou no meio da tarde.