Fornecimento de gás ao mercado não foi afetado, diz Petrobras

quinta-feira, 11 de setembro de 2008 19:45 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras afirmou que o fornecimento de gás para o mercado brasileiro não foi afetado pela interrupção parcial do envio do produto da Bolívia para o Brasil nesta quinta-feira.

De acordo com nota, a estatal adotou desde quarta-feira "medidas de seu plano de contingenciamento".

"Entre as providências tomadas pela Petrobras está a redução do consumo do gás natural em suas unidades e sua substituição por outros combustíveis", afirmou um comunicado, explicando que a empresa utiliza o produto nas refinarias, nas unidades de produção de petróleo e nas suas termelétricas.

A Petrobras normalmente recebe o gás boliviano e o repassa às distribuidoras. A paulista Comgás, que distribui boa parte do gás boliviano, confirmou em nota nesta quinta-feira que "não houve qualquer redução no suprimento de gás natural".

Mais cedo, logo após a divulgação pelo operador do principal gasoduto da Bolívia de que a maior parte do envio de gás ao Brasil já havia sido restabelecida, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que não haveria a necessidade de implantar um plano de contingência.

Segundo o ministro, como restam apenas 3 milhões de metros cúbicos/dia de gás para a Bolívia restabelecer o envio, isso poderia ser compensado com o desligamento de apenas uma térmelétrica, diferentemente do plano de contingência que teria de ser aplicado se a interrupção dos cerca de 15 milhões de metros cúbicos diários tivesse sido mantida.

A Petrobras afirmou ainda que às 14h desta quinta-feira o campo de San Antonio, na Bolívia, retomou a produção de cerca de 13 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural, interrompida às 5h45 desta quinta, devido ao fechamento, por manifestantes bolivianos, de uma válvula do sistema operado pela transportadora Transierra, que supre o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

Além disso, a Petrobras informou que equipes da Transierra estão atuando para recuperar a válvula, localizada na região de Yacuíba (Bolívia), que foi bloqueada na quarta-feira por manifestantes bolivianos, problema este que impediu o restabelecimento total do envio do gás boliviano.