Citi e Goldman estão mais expostos a empréstimos alavancados

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 18:17 BRST
 

NOVA YORK, 11 de fevereiro (Reuters) - O Citigroup (C.N: Cotações) e o Goldman Sachs (GS.N: Cotações) são os bancos mais sujeitos a novas baixas contábeis no primeiro trimestre pela exposição a empréstimos alavancados, à medida que o valor de financiamentos e o preço de bônus criados para esse tipo de operação despencam, segundo relatório do Bank of America.

Bancos de investimento dos Estados Unidos registraram perdas com empréstimos alavancados que tinham em seus balanços no terceiro trimestre de 2007, quando os mercados de crédito congelaram e eles foram incapazes de se desfazer de dívidas alavancadas.

Muitos bancos conseguiram reduzir a exposição no quarto trimestre devido à melhora dos mercados, mas os preços dos títulos de dívidas têm caído desde então, indicando que novas baixas contábeis podem ser significativas mesmo no caso de exposição pequena a esse tipo de ativo.

Segundo os analistas Jeffrey Rosenberg e Clemens Mueller, do Bank of America, há potenciais perdas superiores àquelas que foram contabilizadas no terceiro trimestre.

O índice no mercado futuro de empréstimos alavancados nos EUA, LCDX, caiu para 0,9115 dólar nesta segunda-feira, disseram operadores. Em outubro, quando foi lançado, o índice valia 0,9974 dólar, de acordo com a provedora de dados Markit.

De acordo com os balanços do quarto trimestre, o Citigroup e o Goldman Sachs tinham as maiores exposições a empréstimos alavancados e a bônus, de 43 bilhões e 36 bilhões de dólares, respectivamente, disse o Bank of America.

Assumindo que esses bancos reduziram suas exposições em 10 por cento, eles precisariam depreciar ativos em até 4,3 bilhões de dólares e 3,6 bilhões de dólares, acrescentaram os analistas do Bank of America em relatório. Essa conta, porém, não inclui operações de hedge que os bancos podem ter para suas operações de financiamento alavancado.

JP Morgan (JPM.N: Cotações), Morgan Stanley (MS.N: Cotações) e Merrill Lynch MER.N, por sua vez, tinham exposição de 26,4 bilhões, 20 bilhões e 19 bilhões de dólares, respectivamente, implicando que eles poderiam ter que registra uma baixa contábil de até 2,64 bilhões, 2 bilhões e 1,9 bilhão de dólares, respectivamente.

O Lehman Brothers LEH.N informou em apresentação na semana passada que havia reduzido sua exposição a empréstimos alavancados e bônus a 4 bilhões de dólares, ante 10 bilhões de dólares no final do quarto trimestre, deixando o banco com até 400 milhões de dólares para registrar como baixa contábil, acrescentou o Bank of America.

(Reportagem de Karen Brettell)