BOLSA EUROPA-Setor de energia e HSBC impulsiona mercados

segunda-feira, 12 de maio de 2008 09:28 BRT
 

Por Toni Vorobyova

LONDRES, 12 de maio (Reuters) - As principais bolsas européias operavam em alta na manhã desta segunda-feira, recuperando parte das perdas da sessão anterior, com gigantes do setor de energia ajudadas por um alto preço no petróleo enquanto os bancos se beneficiavam do balanço do HSBC.

Às 09h27 (horário de Brasília) o índice FTSEurofirst 300 .FTEU3, que engloba as principais empresas da Europa, subia 0,41 por cento, para 1.348 pontos, depois de registrar sua primeira queda semanal na última sexta-feira.

As ações do HSBC (HSBA.L: Cotações), maior banco do continente, avançavam 1,9 por cento depois que seu balanço mostrou um aumento anual no lucro do primeiro trimestre com um crescimento na Ásia e outras localidades, que ajudaram a conter um encargo de 3,2 bilhões de dólares relacionado a sua unidade de financiamento ao consumidor nos Estados Unidos.

As ações do HSBC eram as mais influenciavam no desempenho positivo do FTSEurofirst 300.

Ações de empresas de energia também ajudavam a impulsionar o índice, com a francesa Total (TOTF.PA: Cotações) subindo 1,8 por cento conforme o preço do petróleo CLc1 se mantinha perto dos patamares recordes de sexta-feira.

"O preço alto do petróleo está ajudando o setor petrolífero e o segmento de commodities também está com bom desempenho, mas quanto mais o petróleo sobe, mais ele se torna um problema para a economia em geral", explicou Ronan Carr, analista de ações no Morgan Stanley.

O FTSEurofirst teve uma recuperação de 12,6 por cento contra o pior nível em dois anos e meio atingido em meados de março, apesar do índice ainda acumular queda de 10 por cento no ano. Investidores ainda estavam de olho sobre as notícias de um grande terremoto na província chinesa de Sichuan, que já matou mais de 100 pessoas, segundo a agência Xinhua.

"Com outro desastre natural na Ásia, o preço das commodities pode novamente tomar as atenções, conforme for preciso mais alívio causando novos aumentos no preços dos alimentos", afirmou Stephen Surpless, analista no Cantor Fitzgerald.   Continuação...