12 de Fevereiro de 2008 / às 15:43 / 10 anos atrás

Para diretor do BC, grau de investimento está "próximo"

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil está “próximo” de atingir o grau de investimento, afirmou nesta terça-feira o diretor de Política Monetária do Banco Central, Mario Torós, fezendo eco a comentários do ministro da Fazenda.

Guido Mantega afirmou na véspera que o país obterá a nova classificação das agências de rating ainda em 2008. Torós evitou indicar uma data, mas salientou que “os indicadores de solvência do Brasil são os melhores da história”.

Em apresentação do Best, programa para divulgar o mercado brasileiro mundo afora, Torós acrescentou que “há ainda um potencial muito grande de crescimento de investidores estrangeiros” no país.

Ele citou como exemplo o México, em que 10 por cento da dívida pública está nas mãos de não-residentes, enquanto no Brasil essa participação é de 3 por cento. “Por aí temos o tamanho da tarefa que temos que cumprir.”

Torós destacou ainda a melhora dos fundamentos da economia brasileira. “A política econômica que o Brasil vem mantendo tem servido ao Brasil em períodos de bonança bem como em períodos de mais turbulência como o que vivemos agora”, disse.

“Não temos ilusão de que o Brasil está completamente descolado (da crise externa), mas certamente está melhor preparado.”

Criado em 2004, o Best levou informações sobre o Brasil a cerca de 2.700 investidores de Estados Unidos, Europa e Ásia. De lá para cá, 10 mil novas contas de investidores estrangeiros foram abertas para negociação de ativos no país, segundo o diretor-geral da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), Edemir Pinto, um dos participantes do grupo.

O Best apresentou nesta manhã a estratégia de apresentações para 2008, com viagens já marcadas para locais como Dubai, Londres, Luxemburgo, Nova York e Tóquio.

O BC, assim como o Tesouro Nacional, apóia o Best e participa dos roadshows sobre o Brasil.

SAIA-JUSTA

Edemir Pinto, da BM&F, também destacou que o Best acelerou algumas mudanças nas condições de investimentos do Brasil --e acabou criando uma saia-justa ao incluir o fim da CPMF na lista, ao lado de outras medidas consideradas positivas para atrair os estrangeiros, como a isenção de Imposto de Renda na compra de títulos públicos. Mas o secretário do Tesouro, Arno Augustin, fez questão de destacar em breve palestra no evento que “nós do Tesouro não atribuímos ao trabalho do Best” o fim da contribuição.

A decisão do Congresso de não renovar a CPMF significa aos cofres públicos uma perda anual de receitas de cerca de 40 bilhões de dólares. Na visão de alguns participantes do mercado, o tributo era um obstáculo à ampliação das transações.

Por Daniela Machado

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