October 23, 2007 / 3:05 AM / 10 years ago

Fundo do Banco Mundial vai ajudar na preservação de florestas

3 Min, DE LEITURA

Por Lesley Wroughton

WASHINGTON (Reuters) - Um novo fundo está sendo desenvolvido pelo Banco Mundial para ajudar países em desenvolvimento com centenas de milhões de dólares, com o objetivo de proteger e replantar florestas tropicais, que armazenam grandes quantidades de carbono responsável por mudanças climáticas.

O fundo, anunciado pelo Banco Mundial na quinta-feira, integrará as negociações da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Bali, em dezembro, que terá o objetivo de desenhar um acordo global sobre o tema, tendo em vista o vencimento do Protocolo de Kyoto em 2012.

"Muito vai depender de como será o acordo global, mas nós pensamos que potencialmente isso poderá captar muito dinheiro", disse Joelle Chassard, gerente da unidade de financiamento de carbono do Banco Mundial, em entrevista à Reuters.

Segundo Chassard, o novo mecanismo poderá incentivar a captação de recursos que seriam utilizados em projetos para a redução de gases do efeito estufa emitidos em queimadas para o desmatamento de florestas.

Diferentemente do Protocolo de Kyoto, que oferece créditos para o replantio de florestas de áreas desmatadas mas exclui ajuda a florestas intactas, o novo mecanismo poderia cobrir todas as áreas tropicais.

O fundo já atraiu interesse de dezenas de países em desenvolvimento, incluindo Indonésia, Brasil e diversos outros da África.

O banco deve realizar os primeiros testes do mecanismo em até cinco países.

O desmatamento contribui com 20 por cento do total das emissões de gases do efeito estufa, mais do que o volume emitido por carros, caminhões, trens e aviões de todo o mundo.

Ambientalistas dizem que proteger as florestas tropicais das queimadas é a maneira mais rápida e efetiva de reduzir o impacto das mudanças climáticas.

Criando um valor econômico para as florestas, o mecanismo poderá ajudar nações em desenvolvimento como Libéria, República Democrática do Congo e Suriname, entre outras, a gerar novas receitas para reduzir a pobreza, ao mesmo tempo em que colabora para a manutenção de recursos naturais.

O fundo inicialmente terá 300 milhões de dólares para financiar mecanismos de redução das emissões, além de outros projetos para dar ferramentas necessárias aos países no monitoramento de florestas.

O mercado de carbono global gerado a partir do Protocolo de Kyoto cresceu para cerca de 30 bilhões de dólares no ano passado, três vezes mais do que o montante registrado em 2005.

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