CORREÇÃO-Petrobras inicia operação para extrair óleo extrapesado

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008 19:13 BRST
 

(Corrige no 1o parágrafo o nome da plataforma de Seillean para Petrojarl Cidade Rio das Ostras e o campo onde será instalada de Marlim-Leste para Badejo; no 4o parágrafo corrige de Jabuti para Siri o nome do reservatório)

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O navio-plataforma da Petrobras Petrojarl Cidade de Rio das Ostras --que produz e armazena produção-- foi batizado nesta terça-feira e entrará em operação ainda no primeiro semestre, no campo de Badejo, na Bacia de Campos, produzindo 15 mil barris diários de petróleo.

A unidade será a primeira a produzir petróleo extrapesado no país.

O FPSO Petrojarl funcionará como um projeto-piloto que permitirá o aproveitamento de outras reservas deste tipo em campos como Marlim Leste, Papa-Terra e Maromba, todas na bacia de Campos. O Brasil possui predominantemente óleo pesado, mais barato no mercado, mas que ganhou importância com a escalada dos preços da commodity.

O navio-plataforma será utilizado para testes de longa duração no reservatório de Siri, o que normalmente é feito antes da instalação de sistemas definitivos de produção nos campos de petróleo. Com essa estratégia, a Petrobras visa reduzir riscos montando um sistema de produção definitivo com informações mais detalhadas.

Com a mesma visão a companhia anunciou na sexta-feira o início da operação da FPSO Seillean, também na bacia de Campos, que fará testes de longa duração nos reservatórios de Jabuti.

O potencial de produção do poço onde está sendo feito o teste de longa duração é de cerca de 20 mil barris diários de óleo. O Módulo II de Marlim Leste começará a produzir em dezembro, no mesmo local, com a instalação do FPSO Cidade de Niterói, projetado para produzir 100 mil barris por dia, informou a Petrobras.

No segundo semestre de 2008 entrará ainda em operação, no mesmo campo, a plataforma P-53 (Módulo I), que terá capacidade para produzir 180 mil barris por dia.

O campo de Marlim Leste começou a produzir em 2000, com um teste de longa duração de dois anos feito em outro reservatório. Na época, o poço RJS-359 foi interligado à plataforma P-26, que operava no campo de Marlim, resultando numa produção em torno de 10 mil barris diários de óleo.

(Reportagem de Denise Luna)