March 12, 2008 / 7:44 PM / 9 years ago

JURO-Mercado monitora governo e vê alta da maioria das projeções

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO, 12 de março (Reuters) - A maioria das projeções de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em alta nesta quarta-feira, acompanhando a movimentação do governo em torno de medidas para conter a alta do real e repercutindo o resultado expressivo do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2009 subiu de 11,95 por cento para 12,02 por cento, e o janeiro de 2010, que teve o maior giro, avançou de 12,77 por cento para 12,81 por cento.

A economia do país cresceu 5,4 por cento em 2007, com grande influência do consumo das famílias. O aumento da demanda interna eleva o risco de pressões inflacionárias e alimenta a expectativa de que o Banco Central possa ter que atuar para evitar um repique dos preços.

"A preocupação do BC com a inflação cada vez se torna mais legítima", disse Carlos Cintra, gerente de renda fixa do Banco Prosper, no Rio de Janeiro. "Parece que existe... um descompasso entre a velocidade da demanda e a capacidade da oferta de acompanhar", acrescentou.

"Têm piorado muito os DIs mais curtos. Você tem uma preocupação de o BC começar a subir (os juros) já agora".

Em nota divulgada nesta tarde, o presidente do BC, Henrique Meirelles voltou a bater na tecla do controle da inflação.

"O Banco Central continua integral e inequivocamente comprometido com sua principal missão, zelar pela estabilidade do poder de compra da moeda, que é a maior contribuição que a política monetária pode oferecer para assegurar o crescimento econômico sustentado com inclusão social", disse Meirelles.

Um operador de um banco nacional de grande porte comentou também que o mercado passou o dia com expectativa sobre as medidas cambiais em estudo pelo governo, que podem afetar o mercado de juros futuros indiretamente.

"Entre elas (está) tirar a isenção do Imposto de Renda para investidor estrangeiro ou taxar com IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) as operações de câmbio para renda fixa", disse o operador.

O governo admite que estuda algumas medidas pontuais, mas negou que esteja preparando um "pacote". A expectativa é que a decisão da equipe econômica sobre o câmbio seja anunciada ainda nesta quarta-feira.

Nos últimos 12 meses, o dólar BRBY já caiu cerca de 20 por cento em relação ao real. Nesta quarta-feira, a queda foi de 0,59 por cento, para 1,674 real.

No mercado aberto, o Banco Central recolheu 2,68 bilhões de dólares dos bancos, por 1 dia, a 11,19 por cento ao ano.

Por Silvio Cascione; Reportagem adicional de Walter Brandimarte, em Nova York; Edição de Alexandre Caverni

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