Ajudada por Wall Street, Bovespa quebra série de 4 baixas

quinta-feira, 12 de junho de 2008 19:44 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Um dado positivo sobre a economia dos Estados Unidos levou os investidores às compras, fazendo a Bolsa de Valores de São Paulo fechar no azul depois de quatro pregões em baixa. O movimento teve apoio das ações da AmBev e da Braskem.

Com o fechamento atrasado devido a problemas técnicos do sistema eletrônico, o Ibovespa encerrou com ganho de 0,79 por cento, aos 67.319 pontos. O giro financeiro na bolsa totalizou 5,6 bilhões de reais.

O mote para a retomada do otimismo foi a divulgação de que as vendas no varejo norte-americano subiram em maio mais de duas vezes o valor esperado. O dado foi recebido como sinal de que a economia dos Estados Unidos pode escapar de uma recessão.

Na Bolsa de Valores de Nova York, o índice Dow Jones avançou 0,48 por cento.

A valorização chegou a ser maior, mas perdeu força com a reviravolta nas cotações do petróleo, que reacendeu temores de escalada inflacionária. Depois de ter chegado a cair 4 dólares, o barril da commodity fechou com leve alta.

Segundo operadores, a proximidade do exercício de opções na Bovespa, que acontece na próxima segunda-feira, foi um componente doméstico positivo, pois intensificou a decisão de investidores que apostam na alta dos papéis.

Por fim, a forte alta de duas empresas ajudou a turbinar o índice. As ações preferenciais da empresa de bebidas AmBev deram um salto de 8,8 por cento, a 115,50 reais, depois que a InBev anunciou uma oferta hostil para comprar a rival Anheuser-Busch .

Outro destaque do dia foram as ações preferenciais da Braskem, com uma disparada de 8,7 por cento, a 14,70 reais. O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou nesta quinta-feira que a companhia decidiu rever o cálculo do preço da nafta vendida às indústrias petroquímicas, como a Braskem.

A alta do Ibovespa só não foi maior porque as blue chips do mercado doméstico reverteram para baixo no final do dia.

As preferenciais da Petrobras caíram 1 por cento, a 44,94 reais, e as preferenciais da Vale perderam 0,5 por cento, para 47,35 reais.