12 de Dezembro de 2007 / às 21:13 / em 10 anos

Campo de Roncador vai passar o de Marlim em meados de 2008

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O campo de Roncador, na bacia de Campos, será o maior campo produtor de petróleo brasileiro a partir de meados de 2008, ultrapassando o campo de Marlim, informou Vilmar Carneiro, coordenador da Petrobras do projeto do módulo 3 de Roncador --plataforma P-55, próxima unidade a ser instalada no local.

Nesta quarta-feira, a Petrobras informou que a plataforma P-54 entrou em operação em Roncador, semanas após o início de produção da P-52 no mesmo local, onde já funciona a unidade flutuante FPSO Brasil, que ficará por mais dois anos.

As duas plataformas possuem capacidade para produzir 180 mil barris diários de petróleo e cerca de 3 milhões de metros cúbicos de gás natural cada, volume que será atingido entre seis e oito meses. A FPSO Brasil produz 100 mil barris por dia. Já Marlim, que hoje produz cerca de 480 mil barris diários, está com a produção em declínio.

Em reunião com fabricantes de equipamentos em seminário promovido pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), executivos da Petrobras apresentaram o projeto da plataforma P-55, próxima unidade a ser instalada em Roncador, por volta de 2010, e cuja licitação foi suspensa duas vezes por conta dos altos preços pedidos pela indústria nacional.

“Mudamos o tamanho do projeto, deixando mais compatível com as empresas nacionais, com isso tivemos uma economia significativa”, disse a jornalistas o gerente de projeto da plataforma P-55 da Petrobras, Francisco Ramos.

Com o projeto simplificado, segundo Ramos, o valor inicialmente previsto para o casco, de 600 milhões de dólares, caiu para 385 milhões de dólares, e ficou a cargo da indústria nacional.

Para construir o restante da plataforma a Petrobras contratou a empresa holandesa Gusto, para desenvolver o projeto da parte superior da unidade (top side), onde ficam os principais equipamentos.

“O projeto fica pronto em abril e o cronograma é assinar a construção do ‘top side’ em novembro de 2008”, afirmou Ramos.

Além da P-55, Roncador receberá mais uma plataforma, ainda sem número, “possivelmente a P-61”, mas que será cópia da P-54, estratégia usada pela empresa para reduzir o tempo de construção.

A simplificação de projetos tem sido cada vez mais a tônica da companhia, que procura baratear o custo de produção principalmente dos campos da região pré-sal, explicou o gerente geral de engenharia do Centro de Pesquisa da Petrobras, Marcos Assayag.

“A região pré-sal vai demandar um conjunto grande de plataformas e queremos desenvolver essa tecnologia de plataformas mais simples para baratear os projetos”, explicou Assayag.

Por Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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