September 12, 2008 / 3:58 PM / 9 years ago

CONSOLIDA-Vendas no varejo caem nos EUA com temor de recessão

4 Min, DE LEITURA

Por Glenn Somerville

WASHINGTON, 12 de setembro (Reuters) - As vendas no varejo nos Estados Unidos caíram em agosto pelo segundo mês consecutivo, informou o governo nesta sexta-feira. Os dados aumentam os temores de que a fraqueza do consumo está aprofundando as chances de recessão.

Mas uma queda acentuada nos preços de energia puxou para baixo os preços no atacado em agosto e a confiança do consumidor atingiu a maior alta em oito meses neste mês, à medida que a queda dos custos da gasolina aliviou os norte-americanos.

A pesquisa realizada pela Reuters e a Universidade de Michigan sobre confiança do consumidor mostrou que o índice subiu para 73,1 em setembro, maior patamar desde janeiro. O resultado ficou bem acima das expectativas de analistas e provavelmente reflete os preços mais baixos da gasolina.

"Os preços mais altos da gasolina afetam diretamente o bolso do consumidor, especialmente em um ambiente econômico ruim. Então, com a redução dos preços no mês passado, a confiança do consumidor foi estimulada", disse Ian Shepherdson, economista-chefe da High Frequency Economics em Valhalla, Nova York.

Os dados ajudaram a empurrar para cima os preços dos títulos do governo norte-americano, já que os operadores deram mais peso à visão de que um redução da taxa básica de juro pelo Federal Reserve é possível até o fim do ano.

O relatório de vendas no varejo do Departamento de Comércio destacou uma perspectiva econômica enfraquecida, à medida que os consumidores, que alimentam dois terços da atividade econômica nacional, gastaram menos após terem sido prejudicados pelo aumento dos preços da energia, pela queda dos preços das moradias e pelo fraco mercado de trabalho.

"Parece que o consumo está diminuindo, não apenas diminuindo, mas afundando em um novo buraco", disse Chris Rupkey, economista sênior no Banco Tokyo-Mitsubishi UFJ em Nova York.

As vendas no varejo caíram 0,3 por cento em agosto, após queda revisada de 0,5 por cento em julho. O declínio de julho divulgado inicialmente era de 0,1 por cento.

A queda das vendas foi nitidamente contrária às previsões de analistas de Wall Street, que esperavam aumento de 0,2 por cento.

Separadamente, o Departamento de Trabalho informou que em agosto os preços no atacado caíram 0,9 por cento, o recuo mais acentuado em quase dois anos, principalmente devido ao declínio dos preços de energia.

Isso será um alívio para os membros do Fed, que se encontram na terça-feira para decidir a estratégia da política monetária. A expectativa majoritária é de que o Fed mantenha a taxa básica de juro em 2,0 por cento ao ano, mas manifeste novamente sua preocupação com o potencial inflacionário.

Outro relatório do Departamente de Comércio mostrou que os estoques empresariais subiram em julho na taxa mais acentuada em quatro anos, outro sinal de que os consumidores estão relutantes em gastar.

Os estoques subiram 1,1 por cento, para 1,51 trilhão de dólares, após crescimento revisado de 0,8 por cento em junho.

Reportagem adicional de Mark Felsenthal

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