Preços no atacado sobem no Japão, mas BC deve manter juro

segunda-feira, 12 de novembro de 2007 11:31 BRST
 

Por Tetsushi Kajimoto e Yoko Nishikawa

TÓQUIO, 12 de novembro (Reuters) - Os preços do atacado no Japão subiram mais do que o esperado em outubro por causa da alta do petróleo, mas a turbulência nos mercados reforçou a expectativa de que o Banco do Japão não vai elevar o juro até o próximo ano.

Os dados de inflação no atacado foram divulgados nesta segunda-feira em meio à queda do índice Nikkei da bolsa .N225 para a mínima em 15 meses e da alta do iene JPY= para o maior nível em 18 meses ante o dólar. No mesmo dia, o banco central do país começou a reunião de dois dias em que deve manter a taxa básica de juros inalterada pela 11a vez seguida.

Nobutaka Machimura, principal porta-voz do governo, disse que a alta do iene pode afetar os exportadores, mas não é necessariamente ruim para o Japão no longo prazo.

O temor de uma desaceleração norte-americana e o efeito que isso teria sobre o Japão faz o mercado precificar uma chance de apenas 40 por cento de alta do juro até março, menos do que os 55 por cento de chance atribuída na semana passada.

A alta do iene ainda não afetou de forma significativa as exportações. O superávit em transações correntes do Japão subiu 40,4 por cento em setembro em relação ao ano anterior, mais do que a alta prevista de 31 por cento. O resultado ocorreu em parte devido ao forte desempenho das exportações --fator-chave para o crescimento do Japão.

Os dados sobre o crescimento econômico do Japão serão divulgados na manhã de terça-feira (21h50 de segunda-feira, no horário de Brasília), horas antes do final da reunião do Banco do Japão sobre os juros.

Uma pesquisa da Reuters com 35 economistas previu, segundo a mediana das estimativas, alta de 0,4 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) entre julho e setembro --recuperando-se de uma contração no trimestre anterior.

A economia do Japão tem estado em tendência de crescimento desde o começo de 2002. É o maior período de expansão no pós-guerra, ainda que em um ritmo muito mais moderado do que em ciclos anteriores.

(Reportagem adicional de Yuzo Saeki e Leika Kihara)