S&P coloca ratings da CCR em perspectiva negativa após Rodoanel

quarta-feira, 12 de março de 2008 12:40 BRT
 

(o texto abaixo foi divulgado pela agência de classificação de risco)

Standard & Poor's coloca ratings da Companhia de Concessões Rodoviárias S.A. - CCR em CreditWatch Negativo

Analistas: Juliana Gallo, São Paulo (55) 11-3039-9728; juliana_gallo@standardandpoors.com; Marcelo Costa (55) 11-3039-9731, marcelo_costa@standardandpoors.com

São Paulo, 12 de março de 2008 (Standard & Poor's) - A Standard & Poor's Ratings Services colocou hoje em CreditWatch com implicações Negativas, o rating de crédito corporativo na Escala Nacional Brasil 'brA+' atribuído à Companhia de Concessões Rodoviárias S.A. (CCR), bem como o rating 'brA+' atribuído à sua segunda emissão de debêntures de R$ 150 milhões.

A colocação dos ratings na listagem CreditWatch com implicações negativas segue-se ao comunicado ao mercado feito ontem pela CCR que o Consórcio de Integração Oeste, do qual a empresa faz parte com uma participação de 95% e a Encalso com 5%, obteve a melhor classificação dentre as propostas de menor tarifa de pedágio (R$ 1,1684) apresentadas no processo licitatório da Concessão Onerosa do Rodoanel Mario Covas - Trecho Oeste. Para operar a concessão pelo prazo de 30 anos, o Consórcio Integração Oeste terá que pagar R$ 2 bilhões referentes à outorga fixa (nos dois primeiros anos) e realizar investimentos significativos nos quatro primeiros anos da concessão. Ainda que a concessão do Trecho Oeste traga ganhos de escala (conecta quatro rodovias administradas pela CCR) e amplia o portfólio de rodovias da CCR; o CreditWatch é resultado das incertezas quanto a estrutura de capital do Trecho Oeste, aliado ao potencial suporte direto e indireto da CCR; o que poderá potencialmente levar a um rebaixamento nos ratings da empresa. Embora os ratings da CCR já incorporassem o fato de a empresa realizar investimentos de forma gradativa para dar continuidade à sua estratégia de expansão, o volume de compromissos financeiros originados pela concessão do Trecho Oeste nos dois primeiros anos (em especial a outorga fixa e os investimentos) somado ao interesse da empresa em participar do próximo programa de concessões de rodovias do Estado de São Paulo e expandir seus negócios na América Latina, podem levar a um aumento nos riscos financeiros da CCR.   Continuação...