Perdas com crédito de risco podem atingir US$400 bi--analistas

segunda-feira, 12 de novembro de 2007 13:32 BRST
 

NOVA YORK, 12 de novembro (Reuters) - Bancos em todo o mundo podem perder até 400 bilhões de dólares em hipotecas de alto risco (subprime) com a previsão de que um quarto dos financiamentos do tipo fiquem inadimplentes, analistas disseram nesta segunda-feira.

Mike Mayo, analista do Deutsche Bank Securities, estimou perdas entre 150 e 250 bilhões de dólares em um mercado de 1,2 trilhão de dólares de empréstimos de alto risco nos Estados Unidos. Além disso, pode haver 150 bilhões de dólares em perdas nos derivativos ligados a esse tipo de crédito.

David Hilder, analista do Bear Stearns, estimou prejuízo de 150 a 250 bilhões de dólares, mas calculou um mercado de 2 trilhões de dólares.

"Dadas nossas perspectivas para os fundamentos... nós acreditamos que há mais chances de piora das baixas contábeis do que melhora" neste ano, escreveu Hilder.

Bancos como Citigroup (C.N: Cotações), Merrill Lynch MER.N e Wachovia WB.N anunciaram mais de 40 bilhões de dólares em perdas neste ano com o recorde de execuções hipotecárias e com os investidores deixando de comprar muitos tipos de títulos de dívida de alto risco.

Mayo afirmou que grandes bancos e corretoras podem sofrer perdas de 100 a 130 bilhões de dólares com o subprime. Ele disse que a conta pode incluir 60 bilhões a 70 bilhões de dólares até o final do ano. Desse montante, 43 bilhões de dólares já foram reportados.

Somente no quarto trimestre, ele disse que Barclays (BARC.L: Cotações), HSBC Holdings (HSBA.L: Cotações), Royal Bank of Scotland (RBS.L: Cotações) e UBS UBSN.VX podem registrar 5 bilhões de dólares em baixas contábeis. O Merrill Lynch MER.N pode precisar contabilizar 4 bilhões de dólares em perdas, e o Bank of America (BAC.N: Cotações), 1 bilhão de dólares.

A previsão de Mayo assume uma taxa de inadimplência de 30 a 40 por cento, e uma taxa de perdas de 40 a 50 por cento. Hilder assume uma taxa de inadimplência de 25 a 30 por cento, e de 30 a 40 por cento de perdas.