Opep pedirá a consumidores ação para conter preços do petróleo

segunda-feira, 12 de novembro de 2007 16:30 BRST
 

ARGEL, 12 de novembro (Reuters) - Um encontro de cúpula da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) provavelmente irá solicitar às grandes nações consumidoras que façam sua parte para derrubar o preço do petróleo, que é cada vez mais influenciado pelos mercados financeiros, afirmou o ministro de Energia da Argélia, Chakib Khelil, nesta segunda-feira.

Numa entrevista organizada pela agência oficial de notícias APS, ele acrescentou que o fornecimento de países não-pertencentes à Opep estaria inadequado e que iria se manter assim em 2008, enquanto as nações integrantes do cartel seriam obrigadas a investir um pouco mais em capacidade de refinamento.

"A Opep provavelmente irá pedir aos países consumidores ajuda para reduzir o problema, porque a influência dos mercados financeiros na volatilidade do preço está crescendo", disse Khelil, segundo a APS.

Os chefes de Estado dos países da Opep, acompanhados pelos seus ministros de Energia, vão se reunir em Riad para um encontro esta semana.

"Os países produtores de fora da Opep ainda não estabeleceram seus objetivos e este é um dos problemas que foi levantado pela organização em 2007. O fornecimento de fora da Opep não é o sufuciente, o que significa que está abaixo da previsão, e isso ocorrerá novamente em 2008".

Os preços subiram 40 por cento desde meados de agosto. Autoridades da organização apontaram como culpados os especuladores, as tensões na política internacional e o dólar fraco.

Khelil acrescentou: "A Opep verá o que pode ser feito a respeito e será obrigada a investir um pouco mais em capacidade de refinamento, que é algo não necessariamente do âmbito dos países da Opep, mas dos países consumidores em geral".

"A carência em capacidade de refinamento criou problemas para os preços."

O ministro argelino pontuou ainda que o cartel não discutiria a queda do dólar porque para essa questão cabe a cada país procurar uma solução própria adequada.

(Por Lamine Chikhi, edição em português)

REUTERS RB RS