Aversão a risco e queda da Bovespa impulsionam dólar

segunda-feira, 12 de novembro de 2007 16:32 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O aumento da aversão a risco no exterior e a forte queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiram a alta de quase 2 por cento do dólar nesta segunda-feira.

A moeda norte-americana terminou o dia a 1,778 real, com valorização de 1,83 por cento. Foi a quarta alta seguida do dólar e o maior avanço diário desde 28 de agosto.

O sinal amarelo continuou aceso no exterior por conta dos problemas no mercado de crédito de alto risco (subprime). Com os investidores menos dispostos a correr riscos, houve uma zeragem de posições e uma corrida por dólares em todo o mundo.

Isso fez a moeda norte-americana manter o comportamento das últimas sessões, quando ela inverteu a tendência generalizada de queda e passou a subir ante a maioria das moedas. No Canadá, por exemplo, o dólar caminhava para a maior valorização diária desde 1971.

No Brasil, esse movimento de aversão ao risco afetou principalmente a Bovespa, que chegou a cair mais de 3 por cento durante a tarde. A queda do índice era ampliada pela realização de lucros na Petrobras, que disparou na semana passada antes de anunciar lucros menores que o esperado na noite de sexta-feira.

"O clima não está dos mais favoráveis. O mercado está com medo do que pode acontecer lá fora", disse Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora. "Talvez o fluxo (de câmbio) hoje esteja negativo", apontou.

Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, avalia que a atuação do Banco Central no mercado à vista também colaborou para a alta do dólar. O leilão de compra, que vinha sendo realizado à tarde nos últimos dias, começou às 12h29.

"Ajudou com certeza. Foi num horário em que o pessoal não esperava, pegou todo mundo no contrapé", disse.   Continuação...