12 de Dezembro de 2007 / às 20:33 / 10 anos atrás

ATUALIZA2-Fed se une a BCs para aliviar tensão dos mercados

(Texto reescrito com mais informações)

Por David Lawder and Mark Felsenthal

WASHINGTON, 12 de dezembro (Reuters) - O Federal Reserve lançou nesta quarta-feira um novo leilão a termo destinado a enfrentar o aperto do crédito, agindo em coordenação com outros grandes bancos centrais para acalmar os mercados financeiros.

O Fed informou que os bancos poderão recorrer ao novo leilão para garantir recursos e evitar empréstimos por meio de sua tradicional linha de redesconto.

A medida é destinada a aliviar as tensões no mercado aberto, que se intensificaram em novembro e podem aumentar a demanda anual dos bancos por dinheiro.

"Não se trata de instituições financeiras particulares com problemas particulares. Trata-se do funcionamento do mercado", disse uma autoridade graduada do Fed em uma teleconferência.

Segundo a autoridade, não devem haver "estigmas" associados à via de empréstimos dos novos leilões a termo, à medida que os bancos podem obter recursos através de um processo de lance anônimo.

O Fed se comprometeu a fazer dois leilões de 20 bilhões de dólares cada em dezembro e dois outros de tamanho indeterminado em janeiro. O banco central norte-americano vai analisar, ainda, tornar a medida permanente.

O Banco Central Europeu e seus parceiros de Canadá, Grã-Bretanha e Suíça anunciaram medidas semelhantes, junto com algumas melhorias para linhas de swap cambial.

O anúncio acontece um dia após o Fed ter cortado sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,25 por cento, e ter reduzido sua taxa de redesconto --cobrada por empréstimos a bancos comerciais-- para 4,75 por cento.

Essa redução decepcionou investidores, e os mercados acionários tiveram forte queda nas operações de terça-feira.

Mas minutos após a abertura dos mercados nesta quarta-feira, parte destas perdas haviam sido apagadas, à medida que investidores viram a ação do Fed com uma ajuda para a estabilização dos mercados.

"Isso é exatamente o que o mercado estava rezando para ontem, (o Fed) dirigir-se a temores legítimos sobre a crise de fim do ano do crédito", disse Chris Rupkey, vice-presidente do Bank of Tokyo/Mitsubishi em Nova York. "O esforço coordenado com outros bancos centrais é provavelmente o aspecto mais importante disso, à medida que esta crise é certamente de escala global."

No final da sessão, porém, as velhas preocupações com o setor financeiro voltaram a pesar e os mercados acionários norte-americanos reverteram para território negativo.

Analistas disseram que os bancos frequentemente relutam em tomar dinheiro emprestado pela taxa de redesconto do Fed, por ela carregar o "estigma" de bancos passando por problemas financeiros ou garantias ruins.

"Nenhuma instituição que ser vista como potencialmente tendo problemas de financiamento", disse T.J. Marta, estrategista de renda fixa do RBC Capital Markets em Nova York.

Operações normais de mercado aberto podem ser reduzidas dependendo da demanda do novo leilão, disse a autoridade do Fed.

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