12 de Dezembro de 2007 / às 16:33 / em 10 anos

Sadia projeta aumento de 12% a 14% nas vendas em 2008

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - A Sadia, uma das principais empresas de alimentos no Brasil, informou nesta quarta-feira que espera um crescimento de 12 a 14 por cento em volume nas vendas totais em 2008, devido à economia local aquecida e à maior demanda externa por proteína animal.

A projeção, se confirmada, vai igualar o desempenho da empresa em 2007, que também registrou aumento de vendas de entre 12 e 14 por cento (mercados interno e externo somados).

“Tivemos o aumento do poder aquisitivo do brasileiro e um aumento considerável da demanda internacional por aves”, afirmou em comunicado o presidente-executivo da empresa, Gilberto Tomazoni.

A empresa trabalha com a perspectiva de um crescimento da economia brasileira no ano que vem de aproximadamente 5 por cento.

“Reforçamos o otimismo com relação às oportunidades de crescimento, seja no mercado interno ou externo. Estamos sendo favorecidos por bons ventos nos dois”, afirmou Tomazoni.

A empresa, que disputa com a Perdigão a liderança no setor de processamento de aves e suínos no Brasil, informou que vai investir 1,6 bilhão de reais em 2008 em novos projetos e em unidades já existentes. No ano passado, o investimento foi de 1 bilhão de reais.

Parte dos recursos será destinada à construção da segunda fábrica da Sadia fora do Brasil, provavelmente nos Emirados Árabes. O primeiro empreendimento externo foi inaugurado há poucos dias, em Kaliningrado (Rússia).

Os segmentos de alimentos industrializados e de carne bovina, esse último retomado há pouco tempo pela empresa, terão boa parcela dos investimentos.

A Sadia postergou a definição sobre o local de uma nova unidade de carne bovina, devido à possibilidade de que a União Européia imponha novas restrições às exportações brasileiras.

A unidade terá capacidade de abate de 2 mil animais por dia, mesmo volume que a empresa terá em Cuiabá (MT).

A Sadia avalia que os Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais são os mais competitivos para operações de carne bovina.

“Esperávamos anunciar hoje o local, mas estamos postergando em função dessa questão da União Européia. Estamos no aguardo”, disse Tomazoni. “Temos dois ou três lugares em vista”.

A UE informou na terça-feira que avalia novas restrições ao Brasil. Atualmente o bloco já proíbe importações de alguns Estados afetados pelos casos de febre aftosa em 2005.

O Ministério da Agricultura definiu com a União Européia que só poderá ser exportada carne de animais abatidos em Estados com autorização para exportar.

Comenta-se no mercado que as novas restrições da UE teriam relação com habilitação de frigoríficos.

A Sadia informou ainda que vai construir uma nova unidade de abate de frangos e perus em Campo Verde (MT). As obras devem começar no início do ano que vem.

Texto de Marcelo Teixeira, Edição de Camila Moreira

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