PANORAMA-Fim da CPMF e mau humor externo incomodam mercado

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007 18:32 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 13 de dezembro (Reuters) - O mal-estar nas bolsas estrangeiras temperou uma quinta-feira complicada para o mercado brasileiro, que assistiu à derrubada da CPMF e recebeu uma ata do Comitê de Política Monetária (Copom) com o mesmo teor de precaução que interrompeu o corte dos juros.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) sentiu o baque e chegou a cair 3,5 por cento na metade do dia. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a maioria dos contratos de depósito interfinanceiro fechou em alta. O DI janeiro de 2009, o mais negociado, superou os 12 por cento.

O mau humor começou com o final da novela da CPMF, em plena madrugada: a oposição derrotou o governo no Senado e impediu a prorrogação do imposto.

No mercado, o sentimento foi de cautela, à espera da reação do governo diante do impacto nas receitas. A jornalistas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, garantiu que o revés não compromete a manutenção da meta fiscal, um dos pilares da atual confiança do mercado na economia brasileira.

Durante a manhã, os investidores receberam também a ata da última reunião do Copom. O documento manteve o mesmo teor de cautela, com destaque para a "deterioração do balanço de riscos inflacionários".

O mercado de câmbio foi o que menos refletiu o clima ruim. Limitada pela entrada de dólares no país, a alta da moeda norte-americana foi de apenas 0,45 por cento.

No exterior, as bolsas em Nova York caíam, céticas com o plano anunciado na véspera por vários bancos centrais para aumentar a liquidez no sistema financeiro.

Outro fator que pesou sobre o mercado foi a alta de 3,2 por cento dos preços no atacado dos EUA em novembro, maior aumento em 34 anos. O resultado surpreendente foi puxado pelo avanço da gasolina.   Continuação...