June 13, 2008 / 11:20 PM / in 9 years

Cepal diz que economia regional desacelerará no segundo semestre

3 Min, DE LEITURA

Por Manuel Jiménez

SANTO DOMINGO (Reuters) - As economias da América Latina e Caribe se desacelerarão a partir do segundo semestre deste ano e provavelmente manterão essa tendência em 2009 por causa do aumento nos preços do petróleo e alimentos, disse o secretário-executivo da Cepal, José Luis Machinea, nesta sexta-feira.

Machinea, em entrevista no final do 32o período de reuniões da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, em Santo Domingo, disse que a desaceleração das economias dos países desenvolvidos devido à crise hipotecária dos Estados Unidos, além do aumento dos recentes preços do petróleo, "terão um sério impacto na região".

A situação obrigará países como Japão, da Europa e mesmo os Estados Unidos a demandar menos importações, "e portanto os países que exportam mais para os Estados Unidos vão sofrer mais, assim como os que recebem o maior número de remessas", disse ele.

"Tudo isso fará com que a região cresça menos em 2009", disse Machinea, que durante o encontro destacou o fato de América Latina e Caribe chegarem a 2008 com seis anos consecutivos de crescimento.

"Nós temos dito que tudo isso irá afetar o crescimento da região a partir do segundo semestre deste ano e que isso se manterá em 2009", disse Machinea. As projeções da Cepal mostram que a região crescerá este ano 4,7 por cento.

Machinea afirmou que não poderia projetar o nível de desaceleração porque tudo dependerá da magnitude da crise global.

"O que nós sabemos é que estamos em um momento em que os preços estão em um nível quase máximo, mas vamos ter possivelmente uma redução destes preços nos próximos meses, porque se o mundo desacelerar o ritmo de crescimento, é difícil pensar que os preços vão seguir nos mesmos níveis de hoje em dia", declarou.

Machinea ressaltou que neste momento se vive o "pico da crise" e com este ponto de vista "vamos ter preços altos de qualquer maneira, mas não tão altos".

A região não deve cruzar os braços pois "o impacto dos preços dos alimentos sobre alguns países, especialmente sobre os setores mais pobres, podem ser devastadores", acrescentou Machinea.

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