Temores de recessão derrubam bolsas da Ásia

quarta-feira, 13 de agosto de 2008 07:53 BRT
 

Por Kevin Plumberg

HONG KONG (Reuters) - As principais bolsas asiáticas tiveram uma quarta-feira de queda, com o índice de ações fora do Japão recuando para o pior nível em 17 meses devido aos crescentes riscos de um intenso desaquecimento global, enquanto o dólar tinha seu maior patamar em seis meses contra um leque de moedas.

Às 7h44 (horário de Brasília) o índice MSCI da Ásia Pacífico exceto Japão apresentava desvalorização de 1,5 por cento, aos 397 pontos, próximo ao fim dos negócios, acumulando uma perda de 32 por cento desde o pico atingido em novembro.

Dados mostrando que o PIB japonês se contraiu no segundo trimestre se somaram ao sentimento de desconforto sobre as perspectivas de crescimento e reforçaram os temores de que a segunda maior economia do mundo possa ter entrado em recessão. Ainda, a crise de crédito não mostrou sinais de ter acabado, com o JPMorgan, terceiro maior banco dos Estados Unidos, afirmando na terça-feira que registrou 1,5 bilhão de dólares em perdas neste trimestre com ativos relacionados a hipotecas.

"Os novos temores de crédito e subsequente queda nas ações em Wall Street estão pesando na confiança", afirmou Hwang Geum-dan, analista de mercado na Samsung Securities, em Seul.

"Apesar da queda no petróleo, os investidores continuam cautelosos à medida em que preocupações com os fundamentos como as economias e ganhos empresariais impactam os mercados".

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio recuou 2,11 por cento, para 13.023 pontos, segundo dia seguido de queda, puxado pela Fast Retailing, empresa de vestuário.

A economia japonesa encolheu 0,6 por cento numa base trimestral, como esperado, dando fim ao maior período de expansão desde a Segunda Guerra Mundial. O ministro da economia, Kaoru Yosano, afirmou que a economia pode recuar mais, mas que uma contração não será duradoura.

O índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong perdeu 1,61 por cento, aos 21.293 pontos, derrubado pela China Mobile, afetada por temores de que o balanço da empresa está vulnerável ao crescimento mais lento.   Continuação...