Brasil vira alvo de siderúrgicas em busca de minério e carvão

quinta-feira, 13 de março de 2008 18:11 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O mercado de direitos minerários no Brasil nunca esteve tão aquecido, e a tendência é de que os investimentos nessa área, antes quase exclusividade da Vale, aumentem nos próximos anos.

Atrás de minério ou carvão a baixo custo, siderúrgicas do porte da ArcelorMittal e Tata Steel voltam suas atenções para o Brasil, fazendo fila junto a outras como Global Steel, que na quarta-feira anunciou assinatura de contratos para explorar minério no Brasil, e a importadora chinesa Sinosteel, que nesta quinta-feira também admitiu interesse em ter atividade no país.

Weixian Zhang, representante da Sinosteel no 14o Congresso Mundial de Aço, afirmou na quinta-feira que a empresa poderá atuar sem parceiros em atividades de exploração de minério de ferro, níquel e manganês.

Em visita ao Brasil também para o Congresso, o executivo da Tata Steel Amit Chatterjee disse que a empresa tem mantido conversas no país para possíveis projetos de siderurgia com a Vale no Pará, e que existe interesse também em mineração, mas que "assim como em outros lugares do mundo, o custo é que vai definir", frisou.

"Não temos ainda nenhum plano concreto no Brasil, mas é possível", limitou-se a dizer Chatterjee a jornalistas quando perguntado sobre os possíveis negócios no país.

Também evitando confirmar a entrada da ArcelorMittal em território brasileiro para exploração do mineral, apesar da gigante ser apontada por especialistas como uma das mais ativas na busca de oportunidades, o presidente da ArcelorMittal Tubarão, José Armando Campos, preferiu generalizar.

"A ArcelorMittal tem uma política mundial de procurar auto-suprimento no longo prazo em torno dos 75 por cento das matérias-primas como um todo", afirmou.

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