13 de Novembro de 2007 / às 16:47 / 10 anos atrás

Petrobras diz que abastecimento de gás foi normalizado

Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - O fornecimento de gás para as grandes distribuidoras no Sudeste foi regularizado e retornou aos níveis anteriores à recente restrição na oferta, informou nesta terça-feira o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.

“Nesse momento está suprindo toda a demanda. Aquilo (a restrição) foi momentâneo, já acabou... retornamos a entregar o que era entregue anteriormente”, disse Barbassa a jornalistas, acrescentando não ter informações detalhadas sobre como o problema foi contornado.

“Não tenho dados de quantas térmicas estamos despachando, mas nesse momento estão equilibradas a oferta e a demanda”.

Há duas semanas, a Petrobras precisou redirecionar gás para abastecer termelétricas, a pedido da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que buscava preservar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas depois de um período seco mais longo que o normal.

Posteriormente, o envio para as termelétricas foi parcialmente reduzido, com a chegada das chuvas melhorando os níveis dos reservatórios.

Procurada, a paulista Comgás, maior distribuidora de gás do país, informou que não havia alguém disponível imediatamente para confirmar a informação.

No Rio, as distribuidora Ceg e Ceg-Rio conseguiram retomar o fornecimento aos níveis normais apenas um dia depois do corte, com base em uma liminar.

Mas a Petrobras, apesar da informação de regularização do abastecimento, recorreu na segunda-feira da decisão da Justiça favorável às distribuidoras do Rio.

A petrolífera possui um parque de geração de energia de 4 mil megawatts e assinou em maio um termo de compromisso com a Aneel se comprometendo a despachar a eletricidade das termelétricas quando solicitada.

Barbassa afirmou que a situação quanto à oferta de gás vai melhorar nos próximos dias, com a entrada em funcionamento da fase 2 da plataforma do campo de Peroá, na bacia do Espírito Santo, que deverá ofertar mais 5 milhões de metros cúbicos diários.

“Não tenho a data exata (da entrada da fase 2). Vai ser nos próximo 10 dias. Vai aumentar a oferta doméstica”, disse ele.

PETROS

Na entrevista, realizada após encontro com analistas e investidores, Barbassa afirmou que não haverá mais despesas extraordinárias nos próximos trimestres relacionadas a contribuições para o fundo de pensão Petros.

A Petrobras realizou um desembolso de quase 700 milhões de reais para o fundo devido a uma repactuação recente. O custo não-recorrente foi um dos fatores que afetou o resultado no terceiro trimestre, que veio abaixo do estimado pelo mercado.

“Não haverá mais despesas dessa natureza, relacionadas à repactuação do Petros”, afirmou.

O assunto foi objeto de questionamento por parte de alguns acionistas durante a reunião. Eles afirmaram que a empresa já havia dito anteriormente que não ocorreriam outras despesas relacionadas ao Petros, o que acabou não se confirmando.

Barbassa afirmou que apesar de negativo no curto prazo, a repactuação vai ser positiva para a empresa no futuro, já que liquida um problema que estava rendendo ações judiciais e poderia se arrastar.

“Isso aí é um benefício para a companhia muito grande. É ruim naturalmente ter custos, mas é pontual. No futuro, é muito positivo”.

Edição de Denise Luna

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