13 de Agosto de 2008 / às 15:01 / 9 anos atrás

BOVESPA-Índice opera sem tendência de olho em NY e blue chips

SÃO PAULO, 13 de agosto (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo operava sem tendência definida nesta quarta-feira, em meio ao desempenho desencontrado das ações de empresas ligadas a commodities.

Às 11h50, o Ibovespa .BVSP, principal índice do mercado acionário doméstico, registrava variação positiva de 0,04 por cento, a 54.522 pontos. O giro financeiro na bolsa, incrementado pelos negócios relacionados ao vencimento de opções de índice, somava 1,5 bilhão de reais.

De um lado, as ações preferenciais da Vale (VALE5.SA) subiam 0,9 por cento, a 34,92 reais, seguindo uma recuperação internacional do mercado de metais.

Na mesma direção, Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3.SA) se destacava com valorização de 1,9 por cento, a 52,59 reais. A fabricante de aço divulga os resultados do segundo trimestre na quinta-feira.

“Acreditamos que os números a serem apresentados pela CSN apresentem melhora significativa em relação aos valores registrados no trimentre anterior, consequência direta da forte demanda local”, escreveu a corretora Brascan em relatório.

Em contrapartida, a safra de indicadores econômicos divulgada nesta manhã, com retração no PIB do Japão no segundo trimestre, prévia de queda também na Alemanha e recuo das vendas no varejo dos Estados Unidos em julho, era lida por investidores como indicativo de forte desaceleração da economia global.

“Como hoje não há dados muito importantes no Brasil, a Bovespa tende a acompanhar a tendência internacional, que é bem negativa”, disse Kelly Trentin, analista da SLW Corretora.

O índice mais importante do mercado europeu de ações .FTEU3 caía mais de 2 por cento. Em Wall Street, o índice Dow Jones .DJI cedia mais de 1 por cento.

O Ibovespa também foi castigado no início do dia pela queda das ações mais importantes da carteira teórica, as preferenciais da Petrobras (PETR4.SA). Os papéis agora mostravam discreta recuperação, com alta de 0,2 por cento, a 33,15 reais.

Segundo Kelly Trentin, declarações feitas na terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que o Brasil precisa de uma nova lei para regular as atividades de exploração de petróleo na camada pré-sal, foram recebidas com receio pelo mercado.

As afirmações, dizem profissionais do mercado, estão sendo interpretadas como indicativo de que o governo está mesmo determinado a criar uma empresa para administrar as reservas descobertas pela Petrobras, que poderia sair prejudicada.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado

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