França lança União para o Mediterrâneo, com grandes esperanças

domingo, 13 de julho de 2008 11:44 BRT
 

Por Paul Taylor e Mark John

PARIS (Reuters) - Numa cerimônia de lançamento de cúpula no domingo que selou uma nova distensão entre a Síria e a Europa, a França exortou uma União para o Mediterrâneo formada por 43 países a enfrentar os desafios do século 21, que vão desde a imigração até a segurança energética.

Nos bastidores da cúpula, o presidente francês, Nicolás Sarkozy, mediou conversações entre os líderes israelense e palestino, Ehud Olmert e Mahmoud Abbas, depois das quais Olmert declarou que os dois lados nunca antes estiveram tão próximos de um acordo de paz.

"A meta desta cúpula para o Mediterrâneo, desta União para o Mediterrâneo, é que aprendamos a nos amar em lugar de continuarmos a nos odiar e a travar a guerra", disse Sarkozy em coletiva de imprensa concedida com Olmert e Abbas.

"O próprio fato de que todos estarão na mesma sala para a mesma reunião já é em si um evento histórico."

Olmert, ansioso por falar nas perspectivas de paz no momento em que sua permanência no poder é ameaçada pelas sérias alegações de corrupção que enfrenta, disse a jornalistas: "Parece que nunca estivemos tão perto da possibilidade de um acordo quanto estamos hoje."

O presidente sírio, Bashar al Assad, deveria participar da conferência de abertura da União, juntamente com 40 outros líderes, incluindo Olmert. É a primeira vez em que líderes israelenses e sírios terão estado na mesma sala. Os dois países recentemente iniciaram negociações de paz indiretas, com mediação turca.

Esse avanço diplomático, além do acordo feito no sábado para trocar embaixadas com o Líbano, pela primeira vez, possibilitou a Assad sair do isolamento ocidental, três anos após o assassinato do ex-premiê libanês Rafik al Hariri, visto por muitos como tendo sido orquestrado por Damasco.

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